quinta-feira, 29 de outubro de 2009



Metrô de São Paulo implanta novas medidas de acessibilidade O Plano de Expansão São Paulo, que prevê a construção de novas estações do metrô, ampliação das linhas e aumento no número de trens, também estabelece a implementação, até dezembro 2010, de diversas medidas para facilitar a acessibilidade na rede, afim de proporcionar mais conforto, segurança e autonomia a usuários com deficiência ou com mobilidade reduzida.
 Entre as adaptações previstas estão a instalação de pisos táteis que conduzem o usuário com deficiência visual, que fazem uso de bengala, da entrada da estação até a porta do vagão, garantindo autonomia no interior das estações. O piso tátil é utilizado por cegos para se orientar, por meio da bengala. O piso é composto de pontos e traços em relevo que indicam direção ou obstáculo. O piso tátil com traços, chamado direcional, orienta o deslocamento e a direção a seguir para pessoas com deficiência. Já o piso com pontos, chamado de piso de alerta, serve para avisar as pessoas sobre mudanças na direção, desníveis ou obstáculos. SINALIZAÇÃO Uma faixa branca ao longo da borda das plataformas e a sinalização visual de alerta na lateral dos degraus das escadas fixas vão completar o sistema de sinalização no chão e facilitar o deslocamento de idosos e pessoas com deficiência visual. O metrô vai instalar ainda 25 elevadores e 32 plataformas elevatórias em estações mais antigas, a fim de ajudar pessoas com deficiência física ou visual. Novas escadas rolantes serão instaladas e as existentes receberão sinalização de alerta para destacar o limite entre a parte móvel e a fixa para pessoas com baixa visão. O Plano de Expansão prevê ainda a instalação de informações táteis para orientar deficientes visuais sobre a utilização das plataformas de elevação e dos elevadores instalados nas estações. Ainda para as pessoas com deficiência visual, será criado um sistema de comunicação com os usuários, pelo meio do qual os passageiros podem, a qualquer momento, solicitar auxílio ou informações nas áreas interna e externa da estação. O Metrô irá também mudar o sistema de coleta de água da chuva para oferecer mais conforto às pessoas com deficiência. As grelhas de captação de água pluvial e de resíduos da limpeza serão substituídas por outras mais estreitas. O objetivo é evitar a queda de cadeirantes e de pessoas com deficiência física e impedir que a bengala de rastreamento utilizada pelas pessoas com deficiência visual enrosque na grelha. De acordo com Conrado Grava de Souza, diretor de operações do Metrô, também é realizado de forma contínua “o treinamento de capacitação e reciclagem para a condução de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida de todos os empregados da operação”. OUTRAS INICIATIVAS NO METRÔ Para melhorar a acessibilidade, o Metrô ainda prevê: acessos sinalizados e livres de barreiras, calçadas rebaixadas junto às faixas de travessia no entorno das estações e nos terminais urbanos, sanitários públicos e operacionais acessíveis, sistema de monitoramento para acompanhar o deslocamento dos usuários durante a viagem, requalificação de dois mil empregados para atendimento e auxílio ao usuário, além da adequação dos edifícios administrativos, tornando-os acessíveis e possibilitando a contratação de funcionários com deficiência. Em junho a estação Santa Cecília, localizada na Linha 3-Vermelha, recebeu um mapa tátil, com reprodução em alto relevo e em braile das ruas e pontos de referência próximos à estação, a fim de atender aos usuários com deficiência visual. Para quem tem visão reduzida, o contraste de cores (azul, preto e branco) permite a compreensão das informações. Ainda não há um cronograma de implantação dos mapas em todas as estações, pois a experiência em Santa Cecília serve de testes para aperfeiçoar a ferramenta. O Metrô também instalou 49 telefones públicos acessíveis para pessoas com deficiência auditiva e outros 49 em altura acessível para pessoas em cadeiras de rodas, garantindo acessibilidade aos usuários que precisam utilizar o telefone em qualquer estação do sistema metroviário. Os aparelhos telefônicos para surdos têm uma tecnologia particular de operação: para o seu funcionamento é necessário que um teclado esteja acoplado a um telefone padrão para completar as ligações. O telefone especial permite que as pessoas surdas transmitam e recebam informações por meio de mensagens de texto, que são digitadas em um teclado alfanumérico e visualizadas em uma tela. A transferência de dados acontece em tempo real, semelhante ao que ocorre com e-mails. Até meados de setembro, a companhia havia colocado em circulação cinco trens novos na Linha 2-Verde. Para garantir acessibilidade nas novas composições, as portas foram aumentadas de 1,3 para 1,6 metros, o que facilita o fluxo de embarque e desembarque. Para as pessoas com deficiência auditiva, há um sistema de sinais luminosos por meio de leds (luzes coloridas) que indica a localização do trem e qual será a próxima parada. No primeiro vagão, onde acontece o embarque preferencial, há comunicação em braile no pegamão para pessoas com deficiência visual. Segundo Conrado Grava de Souza, “um dos objetivos do Plano de Expansão é melhorar a qualidade de vida das pessoas”.
Fonte:www.ame-sp.org.br

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