domingo, 31 de janeiro de 2010

Gingo Biloba: Aviso sobre crises epiléticas




Pessoas com epilepsia devem ser avisadas de que o uso desse remédio popular e natural pode aumentar a probabilidade de crises epiléticas, pesquisadores dizem.

Alemães escreveram em um jornal de produtos naturais que encontraram dez pesquisas em que crises epiléticas estavam ligadas ao Gingo biloba. Eles disseram estar convencidos de que a erva pode ter um efeito prejudicial às pessoas que tem epilepsia. A principal organização filantrópica ligada à epilepsia, disse que as evidências até o momento não forma confirmadas, apesar de que cuidados precisam ser tomados a esse respeito.

Remédios de Gingo Biloba são feitos de folhas de mesmo nome; são usados por milhões de pessoas no Reino Unido como remédios para problemas de saúde variando de depressão e perda de memória até dores de cabeça e tonturas.

A equipe da Universidade de Bonn focalizou seus estudos em um composto químico chamado de ginkgontox, encontrado no medicamento gingo biloba. Eles disseram que as evidencias sugerem que essa substância pode alterar o caminho do sinal químico do corpo ligado às crises epiléticas e potencialmente interfere no efeito dos anticonvulsivantes usados para epilepsia.

Os efeitos benéficos do gingo bi loba ainda não foram confirmados, continuando sem nenhuma prova positiva de seus efeitos, os pesquisadores escreveram que ao contrário há evidencias de potencial efeito adverso da substância, particularmente em pacientes suscetíveis.

Apesar de não haverem provas definitivas que a erva tenha causado o aumento das crises nos casos relatados, pacientes devem ser alertados sobre a possibilidade e fabricantes devem ser advertidos para testar os seus produtos de gingo biloba nos seus níveis de toxina.

Esteja Atento!

Professor John Ducan da Sociedade Nacional de Epilepsia, disse que a “atual evidência não necessariamente justifica restrições ao uso do medicamento”.

E que: “Nós acreditamos que algumas ervas como no caso da erva de São João, estão ligadas a um alto risco de crises epiléticas, mas continua não existindo grande evidência de problemas relacionados ao gingo. “Nós apenas alertamos que se alguma pessoa com epilepsia quiser fazer uso desse tipo de medicamento apenas fique alerta para as possibilidades”.



Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8485609.stm

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