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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Curso forma agentes para atendimento a cegos em espaços culturais
A Fundação Dorina Nowill para Cegos realizou, no mês de novembro, em São Paulo o curso “Acessibilidade para Deficientes Visuais em Espaços de Educação Cultural e Patrimonial”. O curso ofereceu conteúdo para a formação de agentes culturais para atendimento de pessoas com deficiência visual e desenvolver projetos culturais que incluam esse público.
Reuniu profissionais e estagiários de museus, centros culturais, centros de ciências, galerias de arte, projetos culturais e oficinas de artes, além de professores e interessados em geral dos estados da Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Foi idealizado e coordenado por Viviane Panelli Sarraf, especialista em acessibilidade de museus e centros
culturais.
No curso, foi apresentado um histórico de como a sociedade lida com a questão da deficiência ao longo do tempo, além da apresentação sobre o uso do braile, gráficos e imagens em relevo, livro falado e acessível. Também foram oferecidas oficinas práticas de “Orientação e Mobilidade” e “Técnica do Guia Vidente”.
O conteúdo de acessibilidade apresentou exemplos e parâmetros de um espaço cultural acessível. Há previsão de que seja realizado um novo curso em 2010, voltado para o turismo cultural.
ACESSIBILIDADE EM MUSEUS E ESPAÇOS CULTURAIS
Segundo o Artigo 10 do Decreto 5.296/04, que dispõe sobre a prioridade de atendimento às pessoas com deficiência e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade, “a concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT”. Isso deveria garantir a acessibilidade de pessoas com qualquer tipo de deficiência. Porém, hoje há no Brasil mais de 2 mil museus e, segundo Viviane, mais de 20 estão promovendo acessibilidade gradualmente. “Temos mais museus em processo de se tornarem acessíveis do que há 10 anos, mas ainda é minoria”, declara.
EXEMPLOS
Viviane cita museus que são exemplos de acessibilidade no Brasil, como o MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), que, além da acessibilidade física, oferece programas educativos inclusivos. “O Museu da Casa Brasileira conta com acervo acessível ao toque e uma visita educativa inclusiva de excelente qualidade”, afirma Viviane.
A Pinacoteca do Estado de São Paulo oferece visitas especiais a sua Galeria Tátil de Esculturas. Inaugurada em março desse ano a Galeria Tátil de Esculturas, reúne 12 esculturas do acervo que podem ser tocadas com o acompanhamento de um audioguia, um equipamento que descreve as obras aos visitantes com deficiência visual. A seleção das obras foi realizada considerando a indicação de pessoas com deficiência visual, que participaram de visitas orientadas ao acervo do museu nos últimos cinco anos. Além disso, dimensão, forma, textura e diversidade estética, que facilitam a compreensão e apreciação artística dessas obras ao serem tocadas, foram outros critérios adotados para a escolha das esculturas. O percurso de visitação é orientado por piso tátil, que permite e indica um caminho para a exploração das obras que se encontram nesta galeria.
Fonte: http://www.ame-sp.org.br/
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