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terça-feira, 2 de março de 2010
Ensinar os pacientes, que tiveram um derrame, a cantar “renova” o cérebro deles, ajudando-os a voltar a falar
Ao cantar,os indivíduos usam diferentes partes do cérebro, oriundos da área da fala.
Se o centro da fala é danificado quando a pessoa tem um derrame, esta pode aprender a usar o centro responsável pelo canto , no lugar do centro da fala. Pesquisadores apresentaram essas conclusões no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em San Diego. Uma pesquisa em andamento, tem mostrado como o cérebro responde a essa “melódica terapia de entonação”.
Gottfried Schlaug , professor de neurologia da Beth Israel Deaconess Medical Center e Harvard Medical School in Boston, dos Estados Unidos, liderou a pesquisa.
A terapia já é considerada uma técnica médica. Os pesquisadores usaram pela primeira vez essa técnica quando descobriram que as pessoas que tiveram um derrame e que estavam impossibilitadas de falar conseguiam cantar. Professor Schlaug disse que esse foi o primeiro estudo que uniu essa técnica com imagens cerebrais, obtidas através das ressonâncias magnéticas, o que proporcionou uma visualização do que ocorria no cérebro quando o indivíduo aprendia a cantar.
Fazendo conexões
A maior parte das conexões entre as partes do cérebro responsáveis pelo movimento e pela audição estão localizadas do lado esquerdo do cérebro. Mas há um tipo de correspondência num lugar do lado direito, disse o professor Slaugh. Por algumas razões isso não é tão importante quanto para o lado esquerdo, ou seja, o lado esquerdo é muito mais utilizado no ato de falar. Se você danificar o lado esquerdo, o lado direito também terá problemas(o que já é esperado). Mas quando os pacientes aprendem colocar palavras em melodias importantes conexões se desenvolvem do lado direito do cérebro. Estudos de imagens cerebrais de cantores profissionais, mostram que estes possuem o centro cerebral para o canto mais desenvolvido. Durante a terapia os pacientes são esinados a colocar as palavras em simples melodias. Professor Schlaugh disse que após algumas sessões indivíduos que não conseguiam disser uma única palavra inteligível aprenderam a dizer a frase: “ Estou com sede” apenas combinado cada sílaba em uma nota melódica. (...)
Doutora Nina Kraus, uma neurocientista de Chicago, também estuda os efeitos da música sobre o nosso cérebro. Ela descobriu que o treino musical também enriquece o desenvolvimento de habilidades em outras áreas como a leitura, por exemplo. Ela disse que as evidências de como o cérebro reponde a música nos dá indícios de como a educação musical é importante na educação de crianças.
Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8526699.stm
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