sábado, 13 de agosto de 2011

Dia dos Pais : Exemplo de Superação!


Em homenagem ao dia dos pais logo abaixo há um trecho de um artigo publicado na Revista Sentidos em 2003 , contando a trajetória de João Carlos Pecci, deficiente físico que realizou o sonho de ser pai após a deficiência. Que todos os pais se sintam homenagedados nesse dia tão especial. Feliz dia dos Pais!!!

Pecci e Márcia sabiam das dificuldades que encontrariam para ter um filho. Persistiram várias vezes, passando a realizar sessões com o método da vibroejaculação. Fizeram o primeiro espermograma para se certificarem da quantidade de espermatozóides ativos e depois o segundo. "A Márcia chegou a fazer duas tentativas, uma por meio da inseminação intrauterina e a outra pela fertilização in vitro e nenhuma deu certo", lembra. Mas o desejo de serem pai e mãe foi mais forte que qualquer outra coisa. Depois de várias tentativas em quase cinco anos de espera, com a auto inseminação, conseguiram realizar o grande sonho. 

João Carlos em sua casa
Pecci conta que acompanhou todo o período da gravidez de Márcia, desde os exames de pré natais até o momento do parto. "Quando vi minha filha nascendo fiquei maravilhado. Nessas horas, não se têm palavras, só alegria e muita emoção", lembra também emocionado. "A Marina completa tudo, minha relação com ela é a melhor possível. Procuro mostrar para minha filha as coisas que sou capaz de fazer, mesmo com limitação", diz, acrescentando que muitas vezes um pai, nas mesmas condições que a dele, pode acabar refletindo no filho, suas próprias incapacidades e isso deve ser evitado, agindo com sinceridade e muito diálogo.

Procurando participar de tudo que Marina faz, Pecci a acompanha na lição de casa, nas atividades culturais e esportivas. Ele conta que Marina adora jogar futebol e é a única menina do colégio que sabe praticar o esporte. "Com as mãos eu a ensino a jogar bola. Aliás, esse é um esporte que sempre gostei e às vezes, ainda sinto por não poder correr mais atrás de uma bola", revela. Ele acredita que se a Marina fosse menino, talvez teria mais dificuldade para criá-la e orientá-la. "O filho geralmente se espelha na figura do pai e no entanto ele poderia exigir algumas atitudes que eu não pudesse tomar".

Mas não importa se é menino ou menina, a relação entre pai e filho tem que ter muito amor e ser a mais sincera possível. Pecci afirma que incentivar o filho a adquirir autoconfiança é indispensável para que ele possa crescer, acreditando em si mesmo e ter autonomia para resolver as coisas. "Ter filhos, independente do pai ser ou não deficiente, sempre é um desafio. Além de ser uma das melhores coisas da vida, é a sua continuidade, é um aprendizado", declara o escritor.
Fonte: http://www.sentidos.com.br/canais/materia.asp?codpag=4500&cod_canal=3

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