domingo, 28 de agosto de 2011

Jornalista com paralisia cerebral é palestrante na sexta edição da Semana de Inclusão Educacional. Responsável pela edição de uma revista, a jovem conta seu cotidiano e suas dificuldades


O próximo passo de Samara Andresa, 22 anos, é lançar uma autobiografia e fundar uma ONG. Portadora de paralisia cerebral por conta de complicações no parto, a jovem é a principal palestrante do quarto dia de atividades, na última quinta-feira (25/08), durante programação da 6ª Semana de Inclusão Educacional, promovida de 22 a 26/8 pelo Senac Consolação. A estudante do terceiro ano de jornalismo falou sobre sua trajetória, cotidiano, dificuldades e intenções. Mostrou ainda que, apesar dos obstáculos, é possível levar uma vida como qualquer outra, e que “tudo é uma questão de adaptação”, segundo destacou sua mãe, que é quem lê a apresentação de slides.
Ela se comunica usando o sistema BLISS, de símbolos geométricos, em que numa tabela personalizada – cada usuário tem uma própria diferente das demais -, consegue usar um capacete com ponteira para apontar os sinais com os quais forma palavras. Por exemplo: se precisar o banheiro, Samara aponta na tabela os signos correspondentes às palavras “quero”, “ir” e “banheiro”. Nesse sistema, também são colocadas imagens específicas. No caso da jovem, há uma do Palmeiras, seu time do coração, e outra com o logo da universidade em que estuda.
“A maior dificuldade é ir pra rua cobrir as pautas”, disse. Além da faculdade, Samara é a principal repórter e a editora da revista Mais Deficiente, em que escreve há nove anos sobre iniciativas pró-direitos de portadores de deficiência, além dos casos e das dificuldades que essas pessoas enfrentam no dia a dia. Em sua nona edição, publicada em 2010, a revista é anual e já foi impressa em 3 mil exemplares, com incentivo do governo federal e da Prefeitura de Diadema. Samara, enfática e interpretada pela mãe, diz que acredita estar melhorando a visão da sociedade para com as pessoas com deficiências.
Além das atividades citadas, Samara integra ainda um grupo de dança da Equipe de Bocha Adaptada do Guarujá e tem coluna mensal na revista da Igreja da Matriz de Diadema. Para concretizar a vontade de escrever o livro sobre sua vida e sua trajetória, além de uma criação da ONG pró-direitos dos portadores de paralisia cerebral, ela e a mãe buscam apoio.
 Fonte:http://www.setor3.com.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a5417.htm&subTab=00000&uf=&local=&testeira=99&l=&template=58.dwt&unit=&sectid=189

Nenhum comentário:

Postar um comentário