A prática de exercício físico pode ter o mesmo efeito que a toma de alguns antidepressivos, dado agirnos neurotransmissores, destacou ainda o investigador, em comunicado de imprensa, citado pela EurekAlert.
Os profissionais de saúde mental devem prescrever exercício físico para combater a depressão e a ansiedade, reforça um estudo norte-americano apresentado na conferência "Anxiety Disorder Association of America", realizada recentemente em Baltimore, EUA.
O estudo, liderado por Jasper Smits, da Methodist University, em Dallas, e Michael Otto, da Boston University, ambas nos EUA, baseou-se na análise de dezenas de estudos clínicos e revisões metanalíticas sobre a prática de exercicio físico e as suas consequências para a saúde mental. Da análise, os investigadores concluíram que "o exercício tem mostrado enormes benefícios para a saúde mental".
Dado que os tratamentos tradicionais - incluindo a psicoterapia e a medicação antidepressiva - não são acessíveis ou eficazes em todos os pacientes, os investigadores aconselham os especialistas a adoptarem cono regra a prescrição de exercício físico. "Os exercícios podem preencher essa lacuna em pessoas que não podem receber as terapias tradicionais, por razões económicas ou por falta de acesso a elas, ou que não as querem receber, devido ao estigma social associado a esses tratamentos", destacou Jasper Smits, acrescentando que, além disso, o exercício físico pode complementar os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a tornarem-se mais centrados e empenhados.
Segundo os autores do estudo, quando aconselham o paciente a realizar alguma actividade físico, os especialistas devem salientar alguns dos seus benefícios, como uma diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão e dos níveis de raiva e stress e, logo após 25 minutos de prática, uma melhoria da energia e do humor.
A prática de exercício físico pode ter o mesmo efeito que a toma de alguns anti-depressivos, dado agir nos neurotransmissores, destacou ainda o investigador, em comunicado de imprensa, citado pela EurekAlert.
Por isso, após consultar um médico, esses pacientes devem ser encorajados a realizar 150 minutos por semana de actividades físicas noderadas ou 75 minutos de actividades vigorosas. Os especialistas devem também ajudar os pacientes a delinear estratégias para a resolução de problemas e estabelecimento de metas.
Fonte:Correio dos Açores/http://www.pcd.pt/noticias/ver.php?id=8450
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