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domingo, 23 de setembro de 2012

Software desenvolvido por aluno da USP facilita uso da internet por surdos


Projeto Claw, criado por engenheiro para dissertação de mestrado da Poli, já recebeu prêmios

Um programa de computador pode ser uma poderosa ferramenta de apoio ao uso da internet para surdos, aumentando a autonomia na utilização de informação virtual. Acreditando nisso, o engenheiro Stefan José Oliveira Martins desenvolveu em sua dissertação de mestrado na Escola Politécnica (Poli) da USP o software Claw, que reúne avatar em 3D, imagens, vídeos, legendas, dicionário e outros recursos para beneficiar as pessoas com deficiência auditiva.
Com a orientação da professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, a pesquisa já recebeu alguns prêmios. O protótipo ainda está sendo aperfeiçoado e não há previsão de quando estará disponível aos usuários.

De acordo com o Censo Demográfico de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com deficiência auditiva supera nove milhões de pessoas. Mais informações sobre a ferramenta colaborativa podem ser obtidas pelo e-mail do pesquisador: stefanomartins@gmail.com 
Fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=222626&c=5353&q=Software+desenvolvido+por+aluno+da+USP+facilita+uso+da+internet+por+surdos


domingo, 16 de setembro de 2012

Cientistas recuperam audição de roedores com células-tronco


Técnica foi capaz de recuperar cobaias com lesões neurais.
Descoberta pode curar tipos de surdez que hoje não têm tratamento.


Cientistas conseguiram recuperar a audição de roedores surdos com uma técnica inédita, que usou células-tronco embrionárias humanas. “Em poucos anos”, segundo os pesquisadores, a descoberta pode render tratamentos para tipos de surdez causados por lesões neurais, que hoje não têm cura.
A experiência não foi feita com os camundongos, geralmente preferidos pelos pesquisadores, mas sim em seus parentes, os gerbos, que ouvem em uma frequência de som mais semelhante à dos humanos. Os 18 animais tratados na pesquisa tiveram uma recuperação média de 46% na audição.
“Se fosse um paciente humano, seria como passar de não ouvir um caminhão na rua para ser capaz de manter uma conversa”, comparou Marcelo Rivolta, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, que liderou a pesquisa publicada pela revista “Nature”.
Os pesquisadores usaram uma substância para destruir os nervos auditivos dos animais. Em seguida, implantaram cerca de 50 mil células auditivas, que eles criaram a partir de células-tronco embrionárias humanas.
A técnica poderia servir como um apoio para o implante coclear, um aparelho colocado dentro do ouvido que hoje dá uma solução parcial para os problemas auditivos. A perda neural nos ouvidos, que hoje não tem cura, responde por entre 10% e 15% dos casos de surdez profunda.
Antes de ser aplicado em humanos, o implante de células-tronco ainda precisa passar por várias fases de testes. Uma das preocupações dos cientistas é o risco de que as células-tronco causem tumores na região – embora isso não tenha sido registrado nos animais.

Imagem microscópica da interação das células-tronco com as células neurais do ouvido (Foto: Marcelo Rivolta/Universidade de Sheffield)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/cientistas-recuperam-audicao-de-roedores-com-celulas-tronco.html

sábado, 18 de agosto de 2012

Etecs terão equipamentos para auxiliar alunos surdos


Equipamento foi desenvolvido em parceria com Instituto Nacional de Tecnologia da Argentina

A Escola Técnica Estadual (Etec) Lauro Gomes, em São Bernardo do Campo, e o Instituto Nacional de Tecnologia da Argentina (INTI) capacitaram 36 professores e 36 alunos da unidade para a utilização de um equipamento chamado Aro Magnético, que vai auxiliar alunos com surdez parcial a assistirem as aulas.

A tecnologia consiste em um dispositivo instalado no microfone, que será utilizado pelo professor, e que leva o som diretamente a um receptor no ouvido do aluno, eliminando assim ruídos externos que possam atrapalhar na compreensão do que é dito. O Aro Magnético pode ser montado por alunos do curso técnico de eletrônica das unidades das Etecs.

De acordo com o Centro Paula Souza, a surdez é a terceira deficiência mais comum nos alunos das Etecs, atrás da motora e da visual.
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=221603&c=5353&q=Etecs+ter%E3o+equipamentos+para+auxiliar+alunos

sábado, 26 de maio de 2012

Implante auditivo tem tamanho de um grão de arroz


Implante auditivo interno
Implante auditivo totalmente embutido do tamanho de um grão de arroz
Implantes cocleares já restauraram a audição de centenas de milhares de pessoas.
Apesar dos benefícios, eles exigem o uso de um microfone e de um equipamento eletrônico no lado de fora da cabeça, levantando questões de confiabilidade e impedindo que seus portadores pratiquem esportes como a natação.
Agora, engenheiros das universidades de Utah e Ohio (EUA) desenvolveram um protótipo de implante auditivo que pode ser colocado no ouvido médio.
Isso significa "embutir" toda a aparelhagem, tornando virtualmente impossível detectar se uma pessoa possui o implante ou não, eliminando também eventuais estigmas sociais.
Grão de arroz
No estágio atual, o protótipo mede 2,5 milímetros por 6,2 milímetros e pesa 25 miligramas.
Os pesquisadores afirmam ter com meta reduzir o pacote para um cubo de 2 por 2 milímetros até a aprovação de seu uso pelas autoridades de saúde.
O estudo mostrou que o som é transmitido de forma mais eficiente para o microfone implantado internamente se os cirurgiões primeiro removerem a bigorna - um dos três pequenos ossos do ouvido médio.
Recarga noturna
O protótipo já foi testado em corpos humanos, mas o início dos testes em pacientes deverá demorar cerca de três anos.
Nesse período, Darrin Young e seus colegas vão se concentrar na miniaturização adicional do aparelho e na melhoria da captação dos sons agudos mais baixos.
O implante ainda terá uma conexão com o mundo externo: os pacientes precisarão usar um carregador atrás da orelha durante a noite, para recarregar a bateria implantada.
Young disse que cada carga da bateria deverá durar vários dias.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Curso: O que é Literatura Surda?


Curso 100% à distância, realizado pela plataforma moodle
Valor: taxa única de 60 Reais
Duração 3 meses
Carga horária 80 horas
Certificado é de Curso Livre
Pré-inscrição no site: www.comunidadesurda.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Em São Paulo: Programa Censo-Inclusão cria Grupo de Tradução


Recursos vão permitir que levantamento seja respondido por todas as pessoas com deficiência
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida promoverá em 2012 – pela primeira vez na história da cidade – um amplo levantamento e cadastramento de todas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida residentes no município.
O Programa Censo-Inclusão contará com remessa postal de um formulário para todas as residências e com a disponibilidade de retirada dos formulários nas subprefeituras, além da opção de um site contendo as informações do Programa, com recursos de acessibilidade que permitam às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida preencherem o questionário com segurança e autonomia.
Além de vários recursos como ampliação de texto e contraste para pessoas com baixa visão e idosos, compatibilidade com os principais leitores de tela para as pessoas com deficiência visual, possibilidade de navegação com mouse, teclado ou outro dispositivo, o site ainda disponibilizará, de maneira pioneira entre os sites do setor público, vídeos contendo a tradução de todos os textos para a Língua Brasileira de Sinais.
Entendendo que esta tradução é fundamental para atender os munícipes surdos, foi criado o Grupo de Trabalho para a Tradução do Questionário do Programa Censo-Inclusão, que realizou no dia 6 de dezembro a primeira reunião para realização do processo de tradução e gravação, da qual participaram os professores surdos Moryse Saruta, Daniel Choi, Claudia Hayakawa e Claudia Nagura, com apoio técnico de produção e filmagem de Rodrigo Saruta, também surdo.
O Grupo, coordenado pela SMPED, é composto por profissionais surdos de forma a garantir que a tradução seja significativa para atender o maior público surdo possível. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Atitudes que Magoam uma Pessoa com deficiência Auditiva.

Pensando em atitudes alheias que magoam uma pessoa que tem deficiência auditiva, várias me ocorreram. Porém, como tudo na vida, dói mais quando vem das pessoas que gostamos. Não é verdade? Quando um estranho tem uma atitude dessas, a gente nem dá bola, afinal, não vale o gasto de energia. Mas quando alguém próximodesenho que um rosto enfurecido com fumaças saindo do ouvidonos magoa (mesmo sem intenção), chega a parecer traição. E das graves.
Duas coisas me tiram do sério – por 5 minutos, mas tiram. Primeiro, quero estrangular a pessoa, depois, esqueço. Mas meu sangue ferve, porque sou humana, né?
PRIMEIRA: Quando alguém que você adora (pode ser mãe, irmão, amigo, namorado, filho, marido, etc) age como um idiota completo que nada sabe sobre surdez apesar dos longos anos de convivência com você e solta a maldita frase:
- Mas você não está de aparelho???
Aaaargh!! Pra completar, só se a pessoa em questão dá aquela olhadinha para as suas orelhas pra confirmar a suspeita. Meu Deus!! Me considero uma pessoa sensata e calma na medida do possível mas, quando isso acontece, minha reação primitiva é a de querer tirar meus AASI e fazer a pessoa engolir. E a triste verdade é que isso acontece MUITO. Acho que a gente se acostuma a a abafar o caso e não surtar quando se trata de familiares e pessoas próximas. Com eles, temos 1.000x mais paciência do que com estranhos. O trágico é que eles deveriam ter 1.000x mais paciência e respeito conosco do que efetivamente têm.
SEGUNDA: Quando estou numa conversa com alguém próximo ou, outra opção, quando estou distraída e a pessoa fala algo que não entendo. A questão é não entender o que foi dito. Aí, a(o) bendita(o) solta a pérola:
- Deixa. Esquece. Não é nada. Não importa.
Jesus!! A reação primitiva é sentir vontade de pegar o interlocutor pelos cabelos como faziam na Idade da Pedra e arrastá-lo pelo chão dizendo “importa siiiiiiiiiimmmm!”.
Do fundo do coração, não acho que eles façam isso de propósito, com a intenção de nos deixar mal, de magoar, de ferir. Mas é tremendamente irritante a desatenção de quem mais convive conosco para coisas básicas. De quantos anos a família, os amigos, os colegas, etc precisam pra entender de uma vez por todas que estar de aparelho auditivo não é garantia de que vamos entender tudo o que é dito e que é horrível quando não entendemos e eles não querem repetir??
E vocês? Que tipo de atitude das pessoas próximas os magoa pra valer??
Fonte: http://cronicasdasurdez.com/atitudes-que-magoam-uma-pessoa-com-deficiencia-auditiva/

sábado, 12 de novembro de 2011

Em São Paulo: Prefeito aprova criação de escolas bilingues para surdos

O prefeito de São Paulo aprovou na noite desta quinta-feira (10/11) o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), que atenderão 1,3 mil alunos na Rede Municipal de Ensino. Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas e surdocegueira.



O prefeito de São Paulo aprovou na noite desta quinta-feira (10/11) o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), que atenderão 1,3 mil alunos na Rede Municipal de Ensino. A assinatura ocorreu durante o VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, no Sesc Vila Mariana, zona sul da cidade.

“Mais um importante passo na inclusão, agora com a Prefeitura oferecendo aos surdos o acesso ao ensino bilíngue, ao lado de outras ações como melhorias na infraestrutura das escolas e na capacitação de professores”, afirmou o prefeito.

O decreto transforma as seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs) da rede municipal em EMEBS, unidades onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua. Com a mudança, os estudantes surdos terão toda a estrutura necessária para o aprendizado adequado, inclusive com material pedagógico específico. A língua portuguesa será ensinada como segunda língua, na modalidade escrita.

“A Secretaria de Educação vai formar em Libras o vigilante, o agente de apoio até o diretor da escola, desde o ensino infantil até os demais níveis. Nós acreditamos que para incluir é preciso de apoio e estrutura para a escola, formação para o professor e entender quais são as reais necessidades dos nossos alunos” explicou o secretário Municipal da Educação.

Para atuar nas novas escolas bilíngues já foram qualificados 100 professores especialistas. Ainda este ano, mais 150 profissionais iniciarão pós-graduação com ênfase em surdez. As unidades contarão também com Instrutores de Libras, responsáveis por ensinar a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras, que mediarão a comunicação.

Como a Educação Bilíngue é baseada também na Pedagogia Visual, a Prefeitura investiu na aquisição de recursos que favorecem a visualidade das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.

Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas e surdocegueira. A família tem a opção de escolher entre matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo ou em uma escola regular. As Escolas-Pólo são unidades regulares bilíngues com características inclusivas, que contarão com estrutura para o aprendizado do surdo, atendendo também alunos ouvintes.

A Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação. A mudança faz parte das ações do Inclui, programa de inclusão nas escolas lançado em setembro de 2010.

Festival de surdos

A assinatura do Decreto ocorreu durante o penúltimo dia do VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, que reúne estudantes da rede municipal de São Paulo e de escolas e instituições públicas e privadas da capital e de outros municípios da Grande São Paulo. O evento começou no dia 29 de setembro e promove atividades recreativas, oficinas e competições de xadrez, handebol, futsal e atletismo até o dia 11. Este ano, o festival conta com mais de 2 mil participantes.

Academia de Letras

Também na noite desta quinta-feira (10/11), o prefeito participou da cerimônia de posse do acadêmico José Gregori que assumiu a cadeira 15 da Academia Paulista de Letras (APL), antes ocupada pelo escritor e político José Altino Machado. Atual secretário Especial de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo e ex-ministro de Estado da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, Gregori preside também a Comissão de Direitos Humanos da USP.

“É com muita alegria que estou aqui presente para festejar a posse, não apenas de uma pessoa querida e respeitada, mas de uma pessoa muita bem preparada em seus múltiplos aspectos: na sua formação familiar, acadêmica, profissional, no seu caráter e, que a partir de hoje, fortalece e engrandece de uma maneira muito expressiva o papel e a voz da Academia Paulista de Letras”, disse o prefeito.

O prefeito ressaltou que José Gregori chegou à Prefeitura acompanhado da sua experiência junto ao governo Federal de Fernando Henrique Cardoso, como ministro e embaixador, e que chega na Academia mais maduro, mais experiente e mais completo. “Tenho certeza absoluta que ao lado de pessoas tão excepcionais e extraordinárias fará com que a voz da Academia se fortaleça num momento tão importante do país. Parabéns pela sua história de vida e por tudo que tem feito e, com certeza, por tudo que ainda tem a realizar, não apenas aqui na Academia, mas junto à nossa cidade, ao nosso estado e ao nosso país”, afirmou.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

UnG abre inscrições para curso de Libras



Não há pré-requisito para participar. Aulas são ministradas em Guarulhos, São Paulo e Itaquá.

Estão abertas as inscrições para o curso de extensão em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ministrado pela Universidade Guarulhos (UnG).
Neste semestre, estão em oferta dois módulos: básico e intermediário, com duração de 60 horas cada um (40 presenciais e 20 não presenciais). Há opções de turmas nas unidades Guarulhos-Centro, SP-Centro (Shopping Light) e Itaquá. As aulas serão ministradas aos sábados.
Em Guarulhos, as inscrições serão recebidas até 15 de setembro; em São Paulo e Itaquaquecetuba, até 22 de setembro. Os interessados devem procurar a Secretaria-Geral da Universidade em um dos campi. De segunda a sexta-feira, o horário de atendimento é das 9h às 21h; e aos sábados, das 9h às 15h. É preciso apresentar originais e cópia do RG e CPF.
O custo é de R$ 200 por módulo. As vagas são limitadas.
Serviço
Unidade Guarulhos-Centro: Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos
Unidade Itaquá: Avenida Uberaba, 251, Vila Virgínia, Itaquá
Unidade SP-Centro (Shopping Light): Rua Xavier de Toledo, 23, 4.º andar, esquina com o Viaduto do Chá
Informações: (11) 2475-8300/ www.ung.br
Assessoria de Comunicação – UnG
Adriano Magrinelli – amagrinelli@ung.br – (11) 8151-5937
Rosany Cardoso – rclima@ung.br – (11) 6652-9676
Fonte: 
http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=32680

sábado, 30 de julho de 2011

Implante de aparelho auditivo entra na cobertura de planos de saúde


Agência de Saúde divulgou resolução sobre o 'implante coclear'.

Conhecido como 'ouvido biônico', ele substitui as próteses tradicionais.


O "implante coclear" foi incluído entre os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, conforme resolução publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União. A cirurgia consiste na colocação de um aparelho auditivo que substitui as próteses tradicionais para pessoas com diagnóstico de surdez total ou quase total.
A resolução é da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que inclui o implante no "Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde", lista que determina a cobertura assistencial mínima dos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.

De acordo com o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas e da FMUSP, o aparelho de alta complexidade tecnológica, popularmente conhecido como "ouvido biônico", é composto de duas partes: uma interna e outra externa.
"O implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estão usando", informa o site do grupo.
sasas (Foto: Divulgação/Orozimbo Alves Costa)Reprodução artística de um implante coclear em um
ouvido humano. Equipamento estimula nervo auditivo,
que transmite sinais ao cérebro para recuperar a
audição (Foto: Divulgação/Orozimbo Alves Costa)
Avanço
Segundo a fonoaudióloga Maria Cecília Bevilacqua, professora titular em audiologia da Universidade de São Paulo e que trabalha com o implante coclear nas redes privada e pública de saúde, a resolução publicada pelo governo é um avanço tecnológico importante para os deficientes auditivos.
“O implante é recomendado para quem teve perdas severas ou profundas na audição, ou seja, é para quem não consegue entender o que outra pessoa fala ao telefone, por exemplo. O Sistema Único de Saúde (SUS) financiou no ano passado 680 cirurgias, um número baixo. Agora com os convênios realizando este procedimento, o alcance será maior”, disse.
De acordo com a especialista, aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil sofrem com problemas graves de audição e necessitariam receber um “ouvido biônico”, denominado desta forma por ter sido o primeiro órgão humano a ser recriado tecnologicamente. O custo da cirurgia e do aparelho é de aproximadamente R$ 100 mil.

Fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/implante-de-aparelho-auditivo-entra-na-cobertura-de-planos-de-saude.html

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Surdos são tratados como incapazes de aprender, diz professora-doutora

Silvia Andreis Witkoski perdeu a audição depois que ficou grávida.

Tese na UFPR revela preconceito contra alunos em escolas para surdos.



A professora Sílvia Andreis Witkoski viveu na tarde desta quinta-feira (2) uma emoção especial. Ela defendeu sua tese de doutorado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) concluindo uma importante pesquisa sobre a educação de pessoas surdas e o preconceito que quem não ouve é vítima no ambiente escolar e acadêmico. Há seis anos Sílvia perdeu completamente a audição durante a gestação de sua segunda filha. Com diagnóstico de surdez acentuada bilateral neurosensorial atribuída à otosclerose, a agora professora-doutora mostrou em seu trabalho os surdos no Brasil não têm acesso a uma educação realmente voltada às suas condições especiais. A pessoa que não ouve é tratada como se não tivesse condições de aprender. O resultado é a formação de iletrados funcionais.


Na produção de sua tese, Sílvia acompanhou o estudo bilíngüe (em português na Linguagem Brasileira de Sinais – Libras) em uma turma de sétima série de uma escola especializada na educação para surdos. “A conclusão foi uma absoluta ausência de um ensino qualificado e diferenciado para os surdos”, afirma a professora Sílvia, em entrevista ao G1 por e-mail. A tese foi que foi aprovada com aprovada com louvor e distinção pela originalidade, relevância social e metodologia de pesquisa.

Gaúcha de Erechim (RS), Sílvia levou uma vida como ouvinte até os 35 anos. Era professora de artes plásticas, tinha feito mestrado, trabalhava em uma universidade em Santa Catarina e vivia um casamento consolidado. Quando ficou grávida pela primeira vez, ela perdeu boa parte da audição. Dois anos depois, uma nova gestação comprometeu de vez sua capacidade de ouvir. A otosclerose é uma doença do ouvido médio que causa surdez progressiva, acentuada principalmente durante a gravidez.

Com a doença, Sílvia perdeu a audição, o casamento, o emprego como professora universitária. “Fui considerada inabilitada", disse. Mas ela não perdeu a dignidade e a garra de continuar aprendendo e de fazer valer os seus direitos. Se dedicou à criação das filhas e ao seu projeto de doutorado. E quer mais. “Pretendo reconquistar minha posição como professora do ensino superior, rompendo com o preconceito em relação aos surdos”, destaca.

Ela defende a educação para surdos em escola especial e é contra a inclusão de quem não ouve nas escolas regulares. Segundo o Ministério da Educação, de 2002 a 2010, a inclusão de estudantes surdos em turmas regulares passou de 110.704 (25%) matrículas para 484.332 (69%) e o número de escolas inclusivas cresceu de 17.164 (8%) para 85.090 (44%), nesse período. Veja a entrevista com a professora-doutora:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ken Loach diz que parou de escutar música após neta ficar surda

O cineasta britânico apoia uma campanha de conscientização de um instituto de surdos e teve essa iniciativa em solidariedade à neta


O cineasta britânico Ken Loach parou de escutar música após sua neta Holly, que agora tem 11 anos, ficar surda por consequência de uma meningite quando tinha apenas 13 meses, publicou neste sábado a imprensa britânica.
Loach, que apoia uma campanha de conscientização de um instituto para surdos no Reino Unido, explicou que decidiu tomar essa atitude por "solidariedade" a Holly.

O diretor de "À Procura de Eric" (2009) e "Ventos da Liberdade" (2006) - Palma de Ouro em Cannes - disse que "era muito difícil escutar música quando ela não podia".
"Parecia algo injusto. Ainda sinto assim", afirmou o diretor de cinema de 74 anos.
Após anos de silêncio, Holly Loach, cujos pais são músicos, pode agora ouvir música e até aprendeu a tocar piano graças a um implante coclear (que restabelece parcialmente a audição das pessoas profundamente surdas), embora ainda seja difícil para ela captar certos sons.

Em suas declarações, Loach aproveitou para protestar contra a reestruturação e cortes do Serviço Nacional de Saúde (NHS) previstos pelo Governo conservador e liberal-democrata, ao afirmar que, entre outras coisas, as opções das pessoas que têm surdez serão reduzidas.

Fonte:http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30903

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Prefeitura distribui Dicionário de Libras para alunos surdos da rede de ensino

A partir desta terça-feira (17), todos os 1.500 alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados na rede municipal de ensino passam a contar com uma ferramenta para melhorar a aprendizagem e facilitar a comunicação em casa e fora do ambiente escolar: o Novo Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue – Libras / Português e Inglês (Deit-Libras).


Esta é a segunda vez que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) distribui o material. Em 2008, foram 2.035 exemplares. A entrada de novos alunos e professores na rede trouxe a necessidade de distribuir mais 888 dicionários, alcançando todos os 1.500 estudantes surdos ou com deficiência auditiva atualmente matriculados.

O dicionário traz 14 mil verbetes em Português, que correspondem a 9.828 sinais em Libras e 56 mil verbetes em inglês. Além disso, apresenta os verbetes em datilologia, recurso usado para digitar o alfabeto manual, bem como na escrita em SignWriting, que é a representação gráfica dos sinais.



Na escola e em casa

Márcia Regina Marolo de Oliveira, especialista em educação da SMPED, explica que a Libras possui estrutura gramatical própria e independente da Língua Portuguesa. “Tem como parâmetros para formação dos sinais a combinação de formas e movimentos das mãos, pontos de referência no corpo ou no espaço, bem como as expressões não-manuais, que podem determinar a flexão dos verbos, adjetivos, advérbios, entre outros.”

A ideia de oferecer a cada estudante da rede municipal um exemplar do dicionário visa ampliar o vocabulário geral do aluno surdo ou com deficiência auditiva – facilitando o aprendizado em todas as disciplinas – e, no sentido inverso, aumentar o repertório de familiares, amigos e funcionários da escola, na Língua de Sinais Brasileira. “A intenção é que o dicionário esteja sempre à mão, seja nas aulas ou em casa”, lembra Márcia Marolo.

Exemplares também foram enviados para autoridades do executivo, como secretários municipais e subprefeitos, além de órgãos estaduais e municipais ligados à inclusão da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida
Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=20582

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Otorrino Luiz Carlos Alves de Souza afirma que surdez causa rejeição

O que significa Eletrofisiologia da Audição e Emissões Otoacústicas? O autor do livro, o otorrino Luiz Carlos Alves de Souza, é quem explica. A Eletrofisiologia da Audição é o exame que oferece estímulo ao paciente através de eletrodos. Eles (eletrodos) captam os potenciais elétricos, a atividade bioelétrica do nervo auditivo e da cócleia (o canal interno do ouvido) e apresentam os resultados.


Já a Emissão Otoacústica é o conhecido teste da "orelhinha": o som que entra no ouvido reverbera na cóclea, emite uma atividade acústica mecânica captada pelo computador através de um software. É o teste que detecta surdez infantil. Se houver problema, a criança é encaminhada para um programa especial de reabilitação auditiva. A chance de recuperação é de quase cem por cento, quem não responde ao uso de aparelho, é submetido a implante coclear, uma espécie de ouvido biônico.
De uma a três crianças em cada mil nascem surdas, que segundo Alves Souza constitui-se no defeito congênito mais prevalente no homem. É provocada por ação genética, hereditariedade ou virose no pré-natal. "Deve ser diagnosticada até os três meses de vida. Depois disso, fica complicado, perde-se o contato com essa criança".

"Surdez causa rejeição"

"Ninguém tem problema em usar um óculos mas quando se fala em usar um aparelho as pessoas ficam envergonhadas. Existe um preconceito muito grande. É que há 200 anos, uma criança surda e não diagnosticada, era colocada em manicômio. A surdez causa rejeição. Já a cegueira evoca sentimentos mais nobres, aprende-se a ser solícito com os cegos. Com surdo ninguém tem paciência", diz Alves de Souza.

Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2010/07/10/otorrino-luiz-carlos-alves-de-souza-afirma-que-surdez-causa-rejeicao.html

Atendimento para deficientes auditivos está em 15 subprefeituras

Os computadores e webcams, meios para que os deficientes auditivos tenham acesso a todos os serviços oferecidos pelas subprefeituras, já estão presentes em 15 delas, nas Praças Acessíveis. Na próxima semana, todas as 31 subprefeituras os terão.
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, instalou nesta semana computadores e webcams nas Praças de Atendimento das Subprefeituras de Casa Verde, Jabaquara, Jaçanã e da Freguesia/Brasilândia, com o objetivo de promover aos deficientes auditivos acesso a todos os serviços oferecidos pelas subprefeituras. Com estas, já são 15 subprefeituras com Praças Acessíveis.
Até o final da próxima semana, todas as 31 subprefeituras do município terão computadores e webcams nas Praças de Atendimento, com o objetivo de promover aos deficientes auditivos acesso a todos os serviços oferecidos pelas subprefeituras. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, em parceria com a Secretaria da Pessoa com Mobilidade Reduzida, instalou nesta semana em quatro novas Praças de Atendimento.
Já estavam com os equipamentos instalados e com o atendimento funcionando as subprefeituras de Ermelino Matarazzo, Guaianazes, Ipiranga, Itaim Paulista, Lapa, Mooca, Pinheiros, Penha, São Miguel Paulista, Sé e de Vila Mariana. Através dos equipamentos e dos profissionais capacitados em Libras (Língua Brasileira de Sinais), os usuários surdos ou com deficiência auditiva têm acesso facilitado a todos os serviços municipais. A Central de Libras, Intérpretes e Guia-Intérpretes (Celig) conta com intérprete de libras que facilita o contato entre o munícipe surdo ou com deficiência auditiva presente no local e o atendente do órgão público, e também pode transmitir as informações disponíveis pelo serviço 156. O atendimento é oferecido de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
O projeto é um piloto e deve ser implantado também em outros equipamentos públicos, como hospitais e Unidades Básicas de Saúde.

Fonte:http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=38926

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Subprefeituras de São Paulo ampliam atendimento a surdos e deficientes auditivos

Para consultar os serviços públicos oferecidos pela Prefeitura, desde o dia 26 as subprefeituras da Penha, Ermelino Matarazzo, São Miguel e Itaim Paulista contam com a Celig, para o cidadão surdo se comunicar à distância.


Desde o dia 26 de abril as Praças de Atendimento das subprefeituras da Penha, Ermelino Matarazzo, São Miguel e Itaim Paulista contam com terminais de computador e webcam para que o cidadão surdo possa conversar à distância, pelo monitor, com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para consultar os serviços públicos oferecidos pela Prefeitura de São Paulo. Trata-se da Central de Libras, Intérpretes e Guia-Intérpretes (Celig).

Os intérpretes facilitam o contato entre o munícipe surdo ou com deficiência auditiva e o atendente presente no local, e podem transmitir também todas as informações hoje só disponíveis ao público ouvinte pelo telefone 156.

No projeto piloto, lançado em dezembro de 2009, foram instalados terminais nas Praças de Atendimento das subprefeituras da Sé, Mooca e Lapa. O serviço está disponível ainda no Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD), na rua Líbero Badaró, 119 – 3º andar - Centro. Em todos os locais, o atendimento é oferecido das 8h às 17h.

Ao longo do ano de 2010, a Celig chegará a todas as 31 subprefeituras e, gradualmente, a outras unidades do serviço público municipal, com prioridade para hospitais e unidades da rede de saúde. Nos próximos dias, a Central será instalada nas subprefeituras do Ipiranga, Vila Mariana, Butantã e Pinheiros.

No futuro, será possível agendar um guia-intérprete para acompanhar surdo-cegos no atendimento em órgãos públicos municipais. Ainda não é possível acessar o serviço a partir das residências.

Serviço:



Pontos de atendimento da Central de Libras

Subprefeitura Sé - Rua Álvares Penteado, 49 – Centro.

Subprefeitura Lapa - Rua Guaicurus, 1.000.

Subprefeitura Mooca - Rua Taquari, 549.

Subprefeitura Penha - Rua Candapuí, 492.

Subprefeitura Ermelino Matarazzo - Avenida São Miguel, 5.550.

Subprefeitura São Miguel Paulista - Rua Ana Flora Pinheiro de Sousa, 76.

Subprefeitura Itaim Paulista - Avenida Marechal Tito, 3.012.

Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - Rua Líbero Badaró, 119 – 3º andar

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=37216

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009



Central de Libras vai facilitar acesso de pessoas com deficiência a Serviços Públicos
Na Semana Internacional da Pessoa com Deficiência, sistema inédito no país coloca a tecnologia a serviço da comunidade surda.


A partir do dia 1º de dezembro, a comunidade surda terá mais facilidade para obter informações sobre os serviços oferecidos pela Prefeitura de São Paulo. Nessa data, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida coloca em operação o projeto piloto da CELIG – Central de Libras, Intérpretes e Guias-Intérpretes.

A Central vai utilizar terminais de computador e webcam instalados em diferentes pontos do serviço público municipal para que o cidadão surdo possa conversar à distância, pelo monitor, com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).




Os intérpretes podem transmitir todas as informações hoje só disponíveis ao público ouvinte pelo telefone 156. Tal intermediação também vai facilitar o contato com o atendente presente no local.

No projeto piloto – com duração 6 meses – haverá terminais nas Praças de Atendimento das subprefeituras da Sé, Mooca e Lapa. Ainda não será possível acessar o serviço a partir das residências.

Expansão

Em meados de 2010, a CELIG chegará a todas as 31 subprefeituras e, gradualmente, a outras unidades do serviço público municipal, com prioridade para hospitais e outras unidades da rede de saúde.

No futuro, também será possível agendar um guia-intérprete para acompanhar surdo-cegos no atendimento em órgãos públicos municipais.

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


SP promove inclusão das pessoas com deficiência nos serviços públicos


De acordo com o IBGE, Estado têm cerca de 4,2 milhões com algum tipo de deficiência

Às vésperas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo apresenta alguns serviços, iniciativas e programas dedicados a facilitar a vida de quem tem necessidades especiais, cerca de 4,2 milhões de pessoa, segundo o IBGE.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de dezembro, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a finalidade de conscientizar e sensibilizar a sociedade e o poder público para a igualdade de oportunidades a todos. Tais oportunidades no acesso a prédios públicos e de uso público, aos transportes, à educação, ao emprego e às informações e devem ter características distintas para as pessoas com deficiência física, mental, visual e auditiva.

Leitura e Internet
Dos 4,2 milhões de pessoas com deficiência no Estado de São Paulo, 2,6 milhões têm deficiência visual. O Projeto Leitura, no posto do Poupatempo em Itaquera, zona leste de São Paulo, presta serviços a este segmento da população.

O projeto proporciona acesso às informações que não são publicadas em Braille ou em livro falado. Os cidadãos levam diferentes materiais para serem lidos, como livros didáticos, apostilas de cursos, revistas, cartas, resultados de exames e receitas médicas, por exemplo.
Voluntários do programa Escreve Cartas foram especialmente treinados para fazer este atendimento, que acontece às quartas-feiras em uma sala de leitura com isolamento acústico no Poupatempo de Itaquera.
As pessoas com deficiência visual também são o público-alvo dos cursos de capacitação profissional no posto do Acessa SP em parceira com a Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), na Vila Clementino, zona sul de São Paulo.

Os dez computadores do posto são equipados com o Virtual Vision, um programa sintetizador de voz que permite a navegação pelo ambiente Windows. No momento, cinco pessoas estão aprendendo a usar o programa, sendo que quatro delas já estão contratadas por empresas, que buscam profissionais com esse perfil.

Terminais de Acessibilidade
No Poupatempo Itaquera está instalado um dos Terminais de Acessibilidade do e-poupatempo, que possibilitam a cidadãos com vários tipos de deficiência a utilização de serviços públicos por meio da internet. O serviço já estava disponível no Poupatempo Guarulhos e foi ampliado para as salas do e-poupatempo dos postos de Itaquera, Santo Amaro, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e Campinas Shopping.
Além dos programas tradicionais, necessários para acesso à internet, os terminais contam com software leitor de tela - que se comunica com o usuário mediante síntese de voz; além de uma webcam de alta definição, que permite que usuários paraplégicos ou com deficiência nos membros superiores usem o computador apenas com movimentos da cabeça e da face.
"O conceito de atendimento do Poupatempo tem como princípio que todos são iguais sem distinção de qualquer natureza. Assim, o programa trabalha buscando o acesso universal em seus postos, preocupando-se com a acessibilidade arquitetônica, da informação e da comunicação", disse o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo.


Atendimento em Libras e sala especial

A deficiência auditiva, caracterizada pela incapacidade ou dificuldade permanente de ouvir, atinge mais de 984 mil paulistas, segundo o IBGE. Para atender à população com deficiência auditiva, todas as 15 unidades do Programa Poupatempo estão aptas a realizar o atendimento aos cidadãos por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) utilizada para comunicação entre pessoas com deficiência auditiva.
No posto de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, por exemplo, são feitos cerca de 20 atendimentos em Libras por dia. Lá, como em outros postos, funcionários que dominam a técnica realizam cursos de capacitação de Linguagem Gestual periodicamente. O treinamento dura dois meses.
"O sucesso é tanto que temos uma lista de funcionários interessados em aprender", afirma a atendente Andréa Gregorini, que é uma multiplicadora de Libras e também fundadora do coral que usa o mesmo recurso. Cerca de vinte funcionários ensaiam duas vezes por semana no Poupatempo Santo Amaro e se apresentam em datas comemorativas e eventos. O repertório eclético vai de músicas de Axé a canções de Natal, unindo sons e gestos.
Quem não é funcionário do Poupatempo, mas também quer aprender a se comunicar com as pessoas com deficiência auditiva pode participar de uma das oficinas de Libras no Posto do Acessa SP do Parque da Juventude. São dois módulos com doze aulas cada, duas vezes por semana. As aulas são gratuitas e as próximas turmas serão abertas em janeiro.
Também no Parque da Juventude, o Acessa SP conta com uma sala especialmente dedicada aos cidadãos com deficiência auditiva e visual, com dez máquinas. Os monitores atendem a quem não ouve em Libras e o software específico atende às necessidades de quem tem problemas de visão.


Da Secretaria de Gestão Pública
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Deficiência Auditiva


Quando você encontrar alguma pessoa
com deficiência auditiva: procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar, poderá entender que a conversa acabou. Não grite, fale com tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Se tiver dificuldade para entendê-lo, não tenha receio de pedir que repita. Pessoas surdas se comunicam de maneira essencialmente visual e pela Língua de Sinais. Para iniciar uma conversa com uma pessoa surda, acene ou toque levemente em seu ombro ou braço. Quando o surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente com a pessoa surda, não com o intérprete. Se necessário, comunique-se por meio da escrita. Ou faça mímicas e gestos que possam identificar o que você quer dizer. Fale articuladamente, movimentando bem os lábios, evitando colocar objetos ou a própria mão na boca, para não atrapalhar a leitura labial. Não é correto utilizar o termo surdomudo. A pessoa surda “fala” em sua língua própria, a língua de sinais. Entretanto, a terapia fonoaudiológica pode colaborar para o desenvolvimento da fala oral.

Dicas de relacionamento com pessoas com deficiência e mobilidade reduzida - SMPED

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Teatro Vivo lança sistema de interpretação em libras para deficientes auditivos
Com o novo recurso, a casa de espetáculos passa a ser a primeira da América Latina a oferecer acessibilidade total a pessoas com deficiência
O Teatro Vivo, em São Paulo, torna-se o primeiro 100% inclusivo no Hemisfério Sul ao oferecer aos visitantes o recurso inédito de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) teatral, técnica que permite as pessoas com deficiência auditiva acompanhar a apresentação dos espetáculos. A iniciativa se soma as demais ações de acessibilidade da casa de espetáculo, que, entre outros recursos, conta com o sistema de audiodescrição, para pessoas com deficiência visual, e rampas para cadeirantes.
Para permitir que as pessoas com deficiência auditiva acompanhem o espetáculo teatral, foram instalados monitores de LCD, de 7 polegadas, individuais por poltronas, que reproduzem ao vivo as falas dos atores por uma interprete especializada em LIBRAS.
As pessoas com deficiência visual contam com o recurso da audiodescrição, técnica que descreve todos os detalhes do espetáculo como cenário e figurino. O sistema, que surgiu em 2006, quando a companhia, juntamente com o Grupo Terra de Inclusão Cultural, capacitou cerca de 20 colaboradores, do programa Vivo Voluntário durante dois meses, tem capacidade de atender até 40 pessoas com deficiência visual por sessão. Nas peças, as pessoas com deficiência visual recebem a sinopse em Braille e, para ouvir a descrição, um aparelho semelhante ao de tradução simultânea.
Para o Diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Vivo, Marcelo Alonso, a iniciativa dá continuidade às ações de inclusão social da empresa, que busca cada vez mais tornar produtos e serviços inclusivos para as pessoas com deficiência. “Tornar o Teatro Vivo 100% acessível é uma extensão das nossas atividades. Estamos orgulhosos por oferecer a cidade de São Paulo a primeira casa de espetáculos totalmente inclusiva do Hemisfério Sul. A Vivo é uma empresa antenada que busca atender às necessidades da sociedade na qual está inserida”, afirma.
Além do trabalho sociocultural no Teatro Vivo, a companhia mantém um Programa de Soluções Inclusivas, que oferece Resumo da prestação de Serviços em Braille, para clientes deficientes visuais do plano pós-pago; Isenção do *5005 e demonstrativo em Braille, para clientes deficientes visuais do plano pré-pago; Nokia E65 Talks, com software vocalizador instalado, entre outras iniciativas.
Teatro Vivo Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 – Morumbi. Telefone para informações e vendas: 11-7420-1520

fonte : Instituto Vivo
www.vivo.com.br