A Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns em adultos jovens que compromete o SNC (Sistema Nervoso Central) constituído por cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal. De causa ainda desconhecida, foi descrita, inicialmente, em 1868, pelo neurologista francês Jean Martin Charcot, que a denominou "Esclerose em Placas", descrevendo áreas circunscritas endurecidas que encontrou (em autópsia) disseminada pelo SNC de pacientes. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão. A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas que envolvem e isolam as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todas as atividades conscientes e inconscientes do organismo.
Na Esclerose Múltipla, a perda de mielina (desmielinização) leva a interferência na transmissão dos impulsos e isto produz os diversos sintomas da doença. É importante atentarmos que a mielina esta presente em todo sistema nervoso central, por isto qualquer região do mesmo pode ser acometida e o tipo de sintoma esta diretamente relacionada.
Os axônios sofrem danos variáveis, em conseqüência do processo inflamatório, o que culmina com o decorrer do tempo com acúmulo de incapacitações neurológicas. Os pontos de inflamação, desmielinização, evoluem para resolução com formação de cicatriz. Esta não apresenta a mesma função do tecido original (é a placa, esclerose significa cicatriz), mas é a forma que o organismo lança mão para curar a inflamação, só que com isto perdemos função tecidual (“a cicatriz como testemunha”) que aparecem em diferentes momentos e zonas do sistema nervoso central.
Os pacientes podem se recuperar clinicamente total ou parcialmente dos ataques individuais de desmielinização, produzindo-se o curso clássico da doença, ou seja, surtos e remissões.
Os dados obtidos em pesquisas realizadas e atualmente disponíveis podem oferecer o diagnóstico clínico e laboratorial, mas ainda em alguns casos podem ser insuficientes para definir de imediato se a pessoa é ou não portadora de esclerose múltipla, uma vez que os sintomas se assemelham a outros tipos de doenças neurológicas. Nestes casos a confirmação diagnostica pode levar mais tempo.
ABEM
A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, fundada em 1984, é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos que possui a missão de fornecer uma melhor qualidade de vida aos portadores de Esclerose Múltipla. Com sede na cidade de São Paulo, a ABEM é referência na América Latina no tratamento de Esclerose Múltipla.
A instituição atende cerca de 150 pacientes em sua própria sede, totalizando mais de 900 atendimentos mensais. Os portadores desta doença recebem todo o auxílio necessário para sua saúde. Contam com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada em Neuro-Reabilitação. Esta equipe oferece tratamentos em neurologia, fisioterapia, psicologia, neuropsicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.
Além dos tratamentos neuro-reabilitacionais a ABEM oferece, em seu Centro de Convivência, oficinas de artesanato, cursos e eventos de confraternização para pacientes e seus familiares. Os portadores de Esclerose Múltipla, assim como seus familiares, também têm acesso ao Serviço Social e ao Serviço Jurídico, cuja finalidade é facilitar a relação dos portadores e familiares com seus direitos.
Alem de tratar os portadores desta doença em sua própia sede, a ABEM fornece orientações e informações para as demais entidades brasileiras que tratam a Esclerose Múltipla. A entidade também tem como proposta de atuação estimular as pesquisas da doença, divulgá-la ao máximo e difundir as novas alternativas terapêuticas.
Associação Brasileira de Esclerose Múltipla
Av. Indianópolis, 2752
Tel: (11) 5587-6050
Fonte:http://www.abem.org.br/
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