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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A sobrecarga dos cuidadores no Alzheimer





Através do Blog da Associação Brasil Parkinson tomei conhecimento de um site muito interessante chamado Dr.Cérebrro: Saúde fisica, mental e espiritual  que aborda assuntos relacionados ao cérebro e suas interfaces. Lá encontrei um artigo sobre Cuidadores de pessoas com Alzheimer  que achei muito oportuno , por isso reproduzi uma parte dele aqui:

 (...)"Outro momento difícil é o da abertura do diagnóstico. A aceitação de uma patologia sem tratamento curativo e a perspectiva de um desenrolar longo e penoso pode não ser complexa e leva à busca de várias opiniões médicas e de tratamentos alternativos de todos matizes. A partir do momento em que a confirmação do problema ocorre, surgem também as questões de cunho legal como a administração dos bens do paciente que deve ser feita em seu benefício por alguém capaz e íntegro.
Ao longo do tempo, com a desestruturação das funções cognitivas e com as alterações de comportamento, os familiares testemunham a gradual desmanchar da personalidade que aprenderam a amar e a respeitar durante a vida. Enfrentar a dependência do pai ou da mãe, cuidar do asseio íntimo, do banho e do vestir também requer ultrapassar a barreira do pudor. Existem os que o fazem pela via da despersonalização, cultivando um certo distanciamento emocional dessas questões nos momentos de execução das tarefas. Outros, seguem pela via do amor e encaram o problema por meio da compaixão. De qualquer forma, o obstáculo precisa ser superado.
Existem ainda uma infinidade de situações que não conseguimos descrever nesse breve espaço, como a privação de sono contínua para cuidar do doente, a perda da privacidade e da vida afetiva em outras esferas, e tantas outras que aprendemos a conhecer e reconhecer com nossos pacientes. O fato é que aqueles que passaram pela experiência de ser cuidador de um paciente com Alzheimer, esses se sentem como tendo feito uma faculdade inteira sobre o problema, tamanha a experiência que acumularam. Mas para alcançar o sucesso nessa jornada é preciso saber pedir ajuda e contar com o auxílio dos profissionais e com a experiência de quem passou por algo semelhante. Aos novatos informamos: a tarefa é grande, mas com as ferramentas certas é possível executá-la."

Tel: 11-3266-7024/2476-0346

terça-feira, 31 de maio de 2011

Pesquisa mostra que estresse não é fator de risco para esclerose múltipla

Novos resultados desafiam o que a medicina acreditava anteriormente.

Estudo acompanhou mais de 300 mil mulheres a longo prazo.


 Uma pesquisa publicada hoje reacende o debate científico sobre a relação entre o estresse e a esclerose múltipla. Segundo o artigo, não existe relação aparente entre os dois. Isso contraria estudos anteriores, que afirmavam que o estresse aumentaria o risco do desenvolvimento da esclerose múltipla.

O estudo considerou ao todo mais de 300 mil enfermeiras, divididas em dois grupos. O primeiro grupo tinha 121.700 mulheres entre 30 e 55 anos e começou a ser acompanhado em 1976; em 2005, 77 tinham desenvolvido esclerose múltipla. O segundo grupo, com 116.671 enfermeiras entre 25 e 42 anos, foi estudado entre 1989 e 2004, e 292 casos da síndrome foram identificados.
Segundo Trond Riise, cientista da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou a pesquisa, a diferença se dá porque o risco de esclerose múltipla é particularmente alto entre mulheres jovens.
As participantes foram entrevistadas em relação ao estresse no trabalho e em casa, levando em conta abusos sexuais na infância e na adolescência. Outros fatores considerados foram idade, etnia, local de nascimento, massa corporal aos 18 anos de idade e fumo. Os resultados mostraram que nem o estresse nem os abusos sexuais implicaram aumento no risco de esclerose.
Isso elimina o estresse como um fator de risco importante para a esclerose múltipla. As pesquisas futuras agora podem focar em medidas mais bem ajustadas do estresse”, concluiu Riise. O estudo foi publicado pela revista “Neurology”, da Academia Norte-americana de Neurologia.
Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/pesquisa-mostra-que-estresse-nao-e-fator-de-risco-para-esclerose-multipla.html