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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Córnea artificial devolve capacidade de enxergar a deficientes visuais



Próteses testadas em coelhos podem ajudar, no futuro, pessoas que perderam visão devido a danos na córnea por lesão ou doença
Cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, desenvolveram uma córnea artificial capaz de devolver a visão a deficientes visuais.

O dispositivo pode, no futuro, auxiliar pessoas que perderam a visão devido a danos na córnea causados por lesões ou doenças.

A cegueira é frequentemente causada por doenças da córnea. O tratamento estabelecido é um transplante, mas em muitos casos isso não é possível em função da escassez de doadores.

Visando melhorar a qualidade de vida dos deficientes, o pesquisador Joachim Storsberg e seus colegas desenvolveram uma córnea artificial. Agora, em colaboração com o Aachen Centre of Technology Transfer, eles estão aprimorando a tecnologia para uso em humanos.

"Estamos no processo de desenvolvimento de dois tipos diferentes de córneas artificiais. Um deles, por exemplo, pode ser utilizado como uma alternativa a uma córnea doada nos casos em que o paciente não toleraria um transplante e na escassez de doadores.

Um grande número de pacientes que sofrem de uma variedade de condições poderão se beneficiar do nosso novo implante, que recebeu o nome de ArtCornea ®", afirma Storsberg.

Os implantes se baseiam em um polímero com elevadas propriedade de absorção de água. Storsberg e sua equipe adicionou um novo revestimento na superfície para garantir a fixação nos tecidos do hospedeiro e a funcionalidade óptica.

A borda externa dos implantes foi quimicamente alterada para encorajar o crescimento celular local. Estas células se unem ao tecido circundante humano, o que é essencial para a ficação do dispositivo no tecido hospedeiro.

Os investigadores aumentaram a área de superfície óptica do implante, a fim de melhorar a penetração de luz para além do que anteriormente tinha sido possível. "Uma vez que ArtCornea ® está no lugar, ele é pouco visível. Também é fácil de implantar e não provoca uma resposta imune", observa Storsberg.

Os especialistas também conseguiram produzir um material de base química, biologicamente inerte e compatível com o segundo tipo de córnea artificial, batizado de TexKpro.

Storsberg seletivamente alterou o material de base, o difluoreto de polivinilideno, através do revestimento do fluoreto sintético com uma molécula reativa. Isto permite que a córnea do paciente, naturalmente, se una com a extremidade do implante, enquanto a óptica interna do implante, feita de silicone, permanece livre de células.

O segundo modelo de córnea é particularmente adequado como tratamento preliminar, por exemplo, se a córnea foi destruída como consequência de inflamação crônica, um grave acidente, corrosão ou queimaduras.

Os implantes foram testados pela primeira vez pelos médicos no laboratório depois in vivo em vários coelhos. Depois de um processo de seis meses de cura, as próteses implantadas foram aceitas pelos coelhos sem irritação, de forma clara e firmemente fixa no interior do olho. Testes realizados após a operação mostraram que os animais toleraram a córnea artificial.

A equipe agora planeja ensaios clínicos em breve em seres humanos em conjunto com a Eye Clinic Cologne-Merheim

domingo, 23 de setembro de 2012

Software desenvolvido por aluno da USP facilita uso da internet por surdos


Projeto Claw, criado por engenheiro para dissertação de mestrado da Poli, já recebeu prêmios

Um programa de computador pode ser uma poderosa ferramenta de apoio ao uso da internet para surdos, aumentando a autonomia na utilização de informação virtual. Acreditando nisso, o engenheiro Stefan José Oliveira Martins desenvolveu em sua dissertação de mestrado na Escola Politécnica (Poli) da USP o software Claw, que reúne avatar em 3D, imagens, vídeos, legendas, dicionário e outros recursos para beneficiar as pessoas com deficiência auditiva.
Com a orientação da professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, a pesquisa já recebeu alguns prêmios. O protótipo ainda está sendo aperfeiçoado e não há previsão de quando estará disponível aos usuários.

De acordo com o Censo Demográfico de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com deficiência auditiva supera nove milhões de pessoas. Mais informações sobre a ferramenta colaborativa podem ser obtidas pelo e-mail do pesquisador: stefanomartins@gmail.com 
Fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=222626&c=5353&q=Software+desenvolvido+por+aluno+da+USP+facilita+uso+da+internet+por+surdos


sábado, 26 de maio de 2012

Implante auditivo tem tamanho de um grão de arroz


Implante auditivo interno
Implante auditivo totalmente embutido do tamanho de um grão de arroz
Implantes cocleares já restauraram a audição de centenas de milhares de pessoas.
Apesar dos benefícios, eles exigem o uso de um microfone e de um equipamento eletrônico no lado de fora da cabeça, levantando questões de confiabilidade e impedindo que seus portadores pratiquem esportes como a natação.
Agora, engenheiros das universidades de Utah e Ohio (EUA) desenvolveram um protótipo de implante auditivo que pode ser colocado no ouvido médio.
Isso significa "embutir" toda a aparelhagem, tornando virtualmente impossível detectar se uma pessoa possui o implante ou não, eliminando também eventuais estigmas sociais.
Grão de arroz
No estágio atual, o protótipo mede 2,5 milímetros por 6,2 milímetros e pesa 25 miligramas.
Os pesquisadores afirmam ter com meta reduzir o pacote para um cubo de 2 por 2 milímetros até a aprovação de seu uso pelas autoridades de saúde.
O estudo mostrou que o som é transmitido de forma mais eficiente para o microfone implantado internamente se os cirurgiões primeiro removerem a bigorna - um dos três pequenos ossos do ouvido médio.
Recarga noturna
O protótipo já foi testado em corpos humanos, mas o início dos testes em pacientes deverá demorar cerca de três anos.
Nesse período, Darrin Young e seus colegas vão se concentrar na miniaturização adicional do aparelho e na melhoria da captação dos sons agudos mais baixos.
O implante ainda terá uma conexão com o mundo externo: os pacientes precisarão usar um carregador atrás da orelha durante a noite, para recarregar a bateria implantada.
Young disse que cada carga da bateria deverá durar vários dias.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mão robótica ou mão natural? Pacientes paralisados reconquistam movimentos

Mão robótica ou mão natural? Pacientes paralisados reconquistam movimentosTecnologia espacial
Há cerca de um ano, cientistas e engenheiros comemoraram quando uma paciente completou 1.000 dias com um implante neural inovador.
Sem qualquer uso funcional de seus braços e mãos, a paciente então já conseguia controlar um cursor na tela do computador.
Agora a comemoração é ainda maior, já que, pela primeira vez em quase 15 anos, desde que sofreu um AVC, a paciente com paralisia conseguiu pegar um copo e tomar água sozinha.
Isto foi possível graças ao uso de um braço robótico também inovador, que vem sendo aprimorado pela agência espacial da Alemanha.
Portal para o cérebro
O implante neural, chamado BrainGate, foi conectado à mão robótica, que passou a ser controlada unicamente pelos pensamentos da paciente, demonstrando a possibilidade real do controle de robôs assistentes.
"O sorriso em seu rosto foi algo inesquecível. Para todos nós envolvidos na pesquisa, estamos encorajados com o progresso com o qual todos sonhávamos," disse o Dr. Leigh Hochberg, da Universidade de Brown (EUA).
Apesar do sucesso, a tecnologia ainda irá requerer anos de aprimoramento, antes que fique disponível: a paciente possui um técnico constantemente à disposição, para calibrar o chip neural, que ainda não apresenta a estabilidade desejada.
O chip neural tem cerca de 100 eletrodos, que registram os sinais do córtex motor, a área do cérebro que controla os movimentos.
Os sinais são processados por um computador, que envia os comandos para a mão robótica.
Mão robótica ou mão natural? Pacientes paralisados reconquistam movimentos
O paciente reconquistou os movimentos de sua mão natural por meio de cirurgia. Os reaprendizado, com a ajuda de fisioterapia, poderá levar até três anos. [Imagem: Mackinnon et al./JNS]
Transplante de nervo
Mas não é só da eletrônica e da robótica que vêm as boas notícias para as pessoas com paralisia.
Cirurgiões da Universidade de Washington, também nos Estados Unidos, conseguiram restaurar parcialmente os movimentos das mãos de um paciente paralisado devido a uma fratura na coluna.
Esta é a primeira vez que se consegue reativar o controle dos músculos das mãos de um paciente com lesão na medula espinhal.
Em duas cirurgias seguidas, os médicos usaram nervos braquiais do braço do paciente para "religar" a área danificada pela lesão.
Os movimentos começaram a voltar oito meses depois da cirurgia de implante. O paciente agora já consegue escrever razoavelmente.
Com a ajuda da fisioterapia, os médicos afirmam que ele deverá melhorar ainda mais os movimentos, o que poderá acontecer ao longo dos próximos três anos. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Inglês usa tecnologia para levar diversão a deficientes físicos



Mick Donegan também adapta game para comunicação e aprendizagem. Série do G1 mostra protagonistas de um mundo melhor.

Giovana Sanchez
"Muito obrigado por ter me ajudado a encontrar o equipamento certo para eu conseguir usar meu computador de novo, [...] graças a vocês consigo fazer qualquer coisa, me comunicar com minha família e amigos e jogar." Foi com essa carta que Joe, um jovem portador de deficiência do Reino Unido, agradeceu a ajuda que recebeu da equipe de Mick Donegan para conseguir um computador adaptado à sua condição física - e controlá-lo pela visão.
Mick é fundador e diretor da SpecialEffect (site em inglês), organização que adapta, de graça, controles de videogames e jogos de computador para portadores de deficiência física.
Aos 59 anos, casado com uma "linda, compreensiva, companheira e paciente" esposa, com três filhos e com um histórico de décadas de trabalho em educação especial, Mick passou a se dedicar integralmente ao assistencialismo em 2011 - e conseguiu formar uma equipe que hoje muda a vida de milhares de pessoas com deficiência.
Eles não podem brincar na rua como as outras crianças, então a interação com o computador ou videogame passa a ter um valor especial, explica Mick, que também é professor-adjunto do programa de pesquisa em acessibilidade SMARTlab, da Universidade de Dublin.
Confira a entrevista com Mick Donegan:

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Controle de cadeira de rodas com a língua fica melhor e mais discreto


Controle de cadeira de rodas com a língua fica melhor e mais discreto
O adaptador intraoral rastreia a localização de um minúsculo ímã, que é posto sobre a língua dos usuários. [Imagem: Georgia Tech/Maysam Ghovanloo]


























Dirigindo cadeiras de rodas com a língua
Engenheiros do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) desenvolveram uma nova tecnologia para que pessoas com elevados níveis de comprometimento físico dirijam cadeiras de rodas e outros equipamentos robotizados usando apenas a língua.
O equipamento, chamado "Sistema de Direção com a Língua", já havia sido demonstrado há alguns meses, mas médicos e pacientes acharam muito inconveniente o fato de que o paciente precisasse ficar segurando o controle com a boca.
Além disso, era necessário que o cadeirante usasse um equipamento externo, parecido com um fone de ouvido, que perdia a calibragem sempre que o usuário mexia muito a cabeça.
Implante ortodôntico temporário
O novo protótipo permite que os cadeirantes usem apenas uma espécie de aparelho ortodôntico temporário, posto no céu-da-boca, dispensando inclusive o fone de ouvido.
O controle continua sendo feito inteiramente com a língua, mas sem a necessidade de colocá-la para fora ou manter a boca aberta.
Os sensores do aparelho rastreiam a localização de um minúsculo ímã, que é ligado à língua dos usuários.
"Movimentando os sensores dentro da boca, nós criamos um sistema de condução com a língua com melhor estabilidade mecânica e mais conforto, e que passa praticamente despercebido," disse Maysam Ghovanloo, membro da equipe.
Comandando aparelhos com a língua
Os sinais de controle são transmitidos por ondas de rádio para um iPhone ou iPod.
Um programa instalado no aparelho interpreta os comandos da língua determinando a posição relativa do ímã em relação ao conjunto de sensores montados no aparelho intraoral.
Essa informação é então usada para movimentar o cursor em uma tela de computador - permitindo o uso do sistema para controlar outros equipamentos - ou para substituir o joystick de uma cadeira de rodas motorizada.
Outra vantagem da nova versão é que o usuário pode treinar comandos adicionais para posições específicas da língua - virtualmente qualquer quantidade de comandos que ele consiga se lembrar.
Os pesquisadores estão testando o equipamento com pessoas sem deficiência. A seguir, passarão para um teste clínico com pacientes com altos níveis de dano na espinha dorsal.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Exame de sangue detecta quatro síndromes congênitas

Um exame de sangue especializado feito em grávidas conseguiu resultados até 100% precisos na detecção de quatro síndromes - inclusive a de Down - nos fetos.




Esta foi a primeira vez que um estudo de escolha aleatória e feito em vários centros conseguiu detectar tantas anomalias cromossômicas e com um resultado tão alto.
Os números foram anunciados em reunião científica ontem nos EUA e abrem a possibilidade de um teste pré-natal mais seguro e eficiente. Ao mesmo tempo, aumentam também as chances de um casal optar por um aborto (ilegal no Brasil) no caso do diagnóstico positivo.
Hoje, o exame é feito com ultrassom e análise do líquido amniótico, um processo invasivo em que há risco de ocorrer um aborto.
No novo método, a detecção das síndromes --provocadas por número anormal de cromossomos--, foi feita pelo sequenciamento do material genético do plasma das grávidas, retirado da mesma forma que em exames de sangue "comuns", menos invasivos e sem risco para o feto.
O estudo foi destaque na reunião da Sociedade para Medicina Maternal-Fetal, no Texas. O trabalho é da equipe de Richard Rava, da empresa Verinata Health, Inc., Research & Development, de Redwood City, Califórnia.
"Sequenciar" significa estabelecer a ordem dos componentes químicos básicos do material genético, o DNA.
O estudo foi possível graças aos extraordinários avanços na tecnologia de sequenciamento do genoma (conjunto do material genético) dos anos recentes, conhecida como "sequenciamento paralelo maciço".
A equipe se desdobrou para obter os dados: foram coletadas amostras do sangue de 2.882 mulheres que passavam por diagnósticos pré-natais de rotina em 60 locais em todos os EUA. O objetivo era detectar possíveis aneuploidias -células com número anormal de cromossomos.
"Este é o primeiro estudo clínico cego que demonstrou a detecção de todas as aneuploidias fetais ao longo do genoma", disse Diana Bianchi, do Instituo de Pesquisa da Mãe e da Criança do Centro Médico Tufts.
O estudo foi particularmente eficiente em detectar a aneuploidia conhecida como síndrome de Down: 89 dos 89 casos, ou 100% de eficácia. Outro dado importante: não houve nenhum resultado falso-positivo, não produzindo esse potencial fator de estresse para o casal.
Outras síndromes checadas foram as de Edwards, Patau e Turner, também com um bom índice de acertos, mas não em 100% dos casos.
"Síndromes" não são doenças e sim condições médicas associadas a determinados sinais e sintomas.
Por exemplo, a síndrome de Turner afeta apenas meninas e um sinal é a estatura baixa; a de Edwards afeta órgãos como o coração e os rins; a de Down inclui características anatômicas como queixo reduzido, baixa estatura, retardo mental.
Na opinião de Debora Bertola, geneticista médica do Instituto da Criança do HC e do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP, a tecnologia é promissora. "Por ser um método não invasivo, deve facilitar a adesão".
Segundo ela, porém, a técnica ainda precisa ser refinada para a detecção das outras síndromes, que não a Down. "Mas é uma esperança de detecção precoce".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cientistas desenvolvem técnica para 'ler' pensamentos Analisando ondas cerebrais, programa de computador conseguiu 'adivinhar' palavras nas quais pacientes estavam pensando.


Da BBC

Ondas cerebrais revelam palavras em que pensamos (Foto: BBC)Ondas cerebrais revelam palavras em que
pensamos (Foto: BBC)
Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.
A técnica, descrita na revista científica "PLoS Biology", se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.
Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.
Imagens e sons
Estudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de "ler" pensamentos.
No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.
Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.
Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.
Palavra secreta
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.
Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.
Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.
"Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer", explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
"Os pacientes estão nos dando estas informações, então seria bom podermos dar alguma coisa em troca no fim".
Os cientistas explicam, no entanto, que a ideia de "leitura de pensamento" ainda precisa ser amplamente aperfeiçoada para que aparelhos do tipo se tornem uma realidade.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Robô de fisioterapia reabilita pacientes de derrame em casa

Robô de fisioterapia reabilita pacientes de derrame em casa
Avaliação de desempenho
Pesquisadores espanhóis desenvolveram um robô portátil para auxiliar na reabilitação de pacientes que sofreramderrame cerebral.
O aparelho foi criado para que o paciente possa fazer os exercícios em casa, minimizando as consequências neuromusculares e a incapacitação física.
A automatização permite um monitoramento dia-a-dia do paciente, com o robô fornecendo avaliações quantitativas do desempenho do paciente durante a fisioterapia.
Os resultados são enviados ao médico pela internet.
Tele-reabilitação
O sistema é formado por um aparelho robotizado, interligado a um computador onde roda um programa de realidade virtual similar aos exergames, jogos voltados para a prática de atividade físicas.
A diferença é que o programa já possui uma função de conexão remota com o médico ou fisioterapeuta, permitindo a realização de seções reais de "tele-reabilitação".
Ou seja, apesar de fazer tudo em casa, o paciente continua usufruindo do acompanhamento médico ininterrupto.
Avaliação e treinamento
O programa guia o paciente por dois tipos de exercícios: de avaliação e de treinamento.
Os exercícios de avaliação são curtos e devem ser feitos uma vez por dia.
Os exercícios de treinamento são voltados para o desenvolvimento do movimento, da força, e da distância e da precisão dos movimentos.
O robô, chamado ArmAssist, está em testes em pacientes do Hospital La Fe, em Valência, e do Instituto Guttmann, em Barcelona.
Em comparação com as sessões tradicionais de fisioterapia, o robô propõe exercícios mais leves, mas mais demorados.
Segundo os médicos, o objetivo é motivar os pacientes a realizar treinamentos por tempos maiores, melhorando as chances de reabilitação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cientistas criam neurônios com Alzheimer a partir de Células tronco

 

Modelo servirá para pesquisas futuras sobre as causas da doença.
Trabalho de equipe norte-americana foi divulgado na revista 'Nature'.

Do G1, em São Paulo

Neurônios afetados pela doença de Alzheimer apresentam diferenças sutis com os saudáveis, mas suficientes para causar uma doença que afeta a capacidade de memória e aprendizado. (Foto: Faculdade de Medicina de San Diego / Universidade da Califórnia / Nature / Divulgação)Neurônios afetados pela doença de Alzheimer
apresentam diferenças sutis com os saudáveis,
mas suficientes para causar uma doença que afeta
a capacidade de memória e aprendizado. (Foto:
Universidade da Califórnia / Nature / Divulgação)
Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia conseguiu criar pela primeira vez neurônios com sintomas de Alzheimer a partir células-tronco induzidas.
O objetivo é criar um modelo para estudos sobre a doença que dispense mexer diretamente com o cérebro dos pacientes. O estudo foi divulgado na revista "Nature" desta semana.
Os pesquisadores norte-americanos da Faculdade de Medicina da universidade, em San Diego, afirmam que até agora os estudos se limitavam a tentar simular a doenças em modelos sem neurônios ou em testes limitados com animais.
Para induzir as células-tronco a se transformarem em neurônios afetados pelo Alzheimer, os cientistas tiraram células (fibroblastos) da pele de dois pacientes com Alzheimer que tinham uma pré-disposição genética a desenvolver a doença. O grupo fez o mesmo procedimento com dois pacientes com a forma mais comum de Alzheimer e duas pessoas saudáveis, sem problemas neurológicos.
O passo seguinte foi fazer os fibroblastos "retornarem" ao estágio de células-tronco induzidas, que se caracterizam pela capacidade de se transformar em quase todo tipo de tecido humano. Logo depois, as células-tronco induzidas foram estimuladas para se transformarem em neurônios portadores dos problemas trazidos pelo Alzheimer
.O resultado obtido nas placas de vidro em laboratório foi um tecido de células neuronais que funcionavam normalmente e apresentavam as características dos neurônios dos pacientes com a doença.
Para a equipe, as diferenças entre um neurônio comum e um afetado pelo Alzheimer são sutis, mas possíveis de serem medidas.
Com o novo modelo, os cientistas poderão estudar os estágios iniciais da doença e elencar os processos bioquímicos que levam a sintomas típicos do Alzheimer como a perda de memória. Atualmente, uma das opções mais usadas por cientistas é trabalhar com tecidos cerebrais de pessoas mortas, que apresentam células já muito afetadas.
Quando descoberta cedo, a doença de Alzheimer pode ter seus sintomas amenizados. Não há cura disponível para o problema, que afeta o bom funcionamento da memória, da coordenação motora e da capacidade de aprender.
Somente nos Estados Unidos, 5,4 milhões de pessoas sofrem com o Alzheimer. Até 2050, este número deve subir para 16 milhões, segundo a associação americana sobre a doença.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/cientistas-criam-neuronios-com-alzheimer-partir-de-celulas-tronco.html

sábado, 7 de janeiro de 2012

Leitura acessível

Bibliotecas de três unidades do SESC SP – Belenzinho, Bom Retiro e Santo Amaro – oferecem equipamentos e programas de computador que possibilitam o acesso à leitura por pessoas com cegueira e deficiência visual.


SESC Belenzinho
Equipamentos:
- Videoampliador, que permite aumentar texto e imagem. O modelo
utilizado é o SmartView Xtend, fabricado na Bélgica e na Nova Zelândia
- Poet Compact, alemão, consiste em um scanner que reconhece textos
e os narra em português. Também permite que o usuário grave o audio da
narração em pen drive ou CD
- Linha braile, uma espécie de régua que se acopla ao computador
e/ou ao scanner. Essa ferramenta gera eletronicamente pontos em relevo, que
permite que a leitura seja feita pelo tato
- Softwares: ZoomText, que amplia os elementos que aparecem na tela
do computador e Window Eyes, um leitor de tela que verbaliza as informações
que estão no monitor, operado por meio de atalhos do teclado
- Possui audiolivros – 240 exemplares. Por enquanto, é a única
unidade do SESC que tem audiolivros
SESC Bom Retiro e Santo Amaro
- Videoampliador da marca Aladdin – é brasileiro
- Também têm o Poet Compact, a linha braile e usam os mesmos
softwares (Zoom Text e Window Eyes)
O total de livros das 3 Unidades do SESC ultrapassa 11 mil volumes.
Segundo uma das bibliotecárias, “Não temos livro braile justamente por
causa da linha braile. Uma folha impressa significa pelo menos 3 em braile
e não temos esse espaço no nosso acervo. A opção foi comprar esse
equipamento que consegue ler qualquer obra de nosso acervo”.
Para mais informações (endereço das Unidades, horário de funcionamento e
outras) o site é:
Na cidade de São Paulo várias Unidades têm o serviço Internet Livre, com
recursos de acessibilidade.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tetraplégico comanda braço artificial com o pensamento nos EUA

Chip implantado no cérebro de Tim Hemmes permitiu movimento.

Testes foram feitos na Universidade de Pittsburgh.

Um tetraplégico conseguiu comandar um braço artificial usando um chip implantado no seu cérebro. Os testes foram feitos no centro médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Paralisado após sofrer um acidente de moto há 7 anos, o norte-americano Tim Hemmes ficou emocionado ao conseguir "tocar" em alguém pela primeira vez desde que perdeu os movimentos. O braço é a tecnologia que chega mais perto de imitar o braço humano -- possui dedos que se dobram assim como os reais.
O equipamento foi desenvolvido em um projeto de US$ 100 milhões, financiado pela agência de pesquisa do Pentágono. Apesar do avanço, os especialistas acreditam que ainda levará algum tempo até que a tecnologia e o método estejam disponíveis comercialmente.
Mão artificial é testada na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. (Foto: Keith Srakocic / AP Photo)Mão artificial é testada na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. (Foto: Keith Srakocic / AP Photo)
Tim Hemmes controla a mão artificial por meio de um chip implantado no seu cérebro. (Foto: Keith Srakocic / AP Photo)Tim Hemmes controla o braço artificial por meio de chip implantado no cérebro.(Foto:Keith Srakocic/AP Photo)
Tim interage com assistente no estudo que testou a eficiência do controle da mão artificial. (Foto: Keith Srakocic / AP Photo)Tim interage com assistente durante o teste de controle da mão artificial. (Foto: Keith Srakocic / AP Photo)Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/tetraplegico-comanda-braco-artificial-com-o-pensamento-nos-eua.html