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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Estudo mostra que quase metade das crianças autistas foge de casa


Quase 50% das crianças americanas autistas fogem de casa e mais da metade esteve desaparecida tempo suficiente para preocupar os pais, aponta estudo publicado esta segunda-feira (8) nos Estados Unidos.
Este comportamento, responsável por muitos acidentes fatais, chega a proporções alarmantes, alertaram os autores deste estudo, realizado com uma amostra de mais de 1.200 famílias e publicado na revista americana "Pediatrics".
Os autistas que correm o maior risco são aqueles com deterioração intelectual importante, alguns dos quais não respondem quando chamados pelo nome, relatou o autor principal do estudo, Paul Law, do Instituto Kennedy Krieger e diretor da Rede Interativa do Autismo (IAN, na sigla em inglês), a maior rede dos Estados Unidos especializada em pesquisa online sobre o transtorno.
A pesuisas indicou que 49% dos pais de crianças autistas com 4 anos de idade ou mais sofreram pelo menos uma fuga. Para 25% destes pais, o filho fica desaparecido tempo suficiente para gerar preocupação. Em média, as fugas duram 40 minutos.
Os pesquisadores também notaram que 46% dos autistas de 4 a 7 anos fugiram, um percentual quatro vezes superior ao de seus irmãos e irmãs que não sofrem do transtorno.
Aos 8 e aos 11 anos, 27% das crianças autistas fugiram alguma vez em comparação com 1% de outras crianças da família. Em um ano, 29% dos pais reportaram que seu filho autista praticou múltiplas tentativas diárias de fugir, enquanto 35% informaram várias tentativas pelo menos uma vez por semana.
A fuga consistia em ir à casa de outra pessoa (74%), ir a uma loja (40%) e à escola (29%). Os pesquisadores afirmaram que é necessário fazer estudos adicionais para determinar se há tipos de fuga que demandem estratégias específicas de prevenção.
O autismo, a síndrome de Asperger e outros transtornos similares são diagnosticados em uma de cada 88 crianças nos Estados Unidos, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs).

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Professora com autismo pensa visualmente como os animais


Diferenças construtivas
"Albert Einstein hoje seria diagnosticado como autista. Ele não falou até os três anos de idade.
"Steve Jobs, o fundador da Apple, foi perseguido por seus colegas de escola e era considerado um solitário, estranho, quando estava na escola."
"As pessoas diferentes são capazes de conseguir coisas grandiosas."
É assim que a norte-americana Temple Grandin vê a si própria e a pessoas que possuem "talentos especiais".
Temple foi diagnosticada com autismo durante a infância. Quando era criança, não se relacionava com outras pessoas e só começou a falar aos quatro anos de idade.
Hoje, ela é uma celebridade, foi tema de filmes, dá aulas na Universidade de Colorado, é assessora do governo dos Estados Unidos e uma autoridade mundial em saúde animal.
Pensamento visual
A empatia de Temple com o gado e sua capacidade de entender o que os animais sentem levou à introdução de uma série de mudanças radicais no trabalho com o gado e na indústria de carne norte-americana.
Ela afirma que o autismo está na raiz de sua habilidade.
"O autismo me ajuda a entender o gado", disse Temple em entrevista à BBC.
"Penso de forma totalmente visual e é assim que os animais pensam. Minhas memórias são fotográficas e este pensamento visual me permite perceber detalhes que podem aterrorizar os animais, como as sombras, os reflexos no metal ou uma entrada que é muito escura."
A professora afirmou que suas memórias parecem um vídeo que ela pode passar várias vezes em sua mente, explorando cada detalhe.
Segundo ela, tanto a "mente autista como a mente animal" notam detalhes que podem parecer mínimos para outras pessoas.
Tratar bem os animais
Em um dos casos em que trabalhou, ela notou que o gado parava abruptamente na entrada de um curral e que isso ocorria devido aos objetos que estavam espalhados no caminho dos animais.
Em outro caso, o que assustava os animais era uma entrada muito escura. Ao invés de reconstruir o curral, a abertura de uma janela foi o suficiente para resolver o problema.
A professora afirma que a principal razão de mudar o tratamento dos animais é que "eles são capazes de sentir tanto medo como dor".
Alguns críticos perguntam a razão de se melhorar o bem-estar do gado se eles serão mortos para o consumo humano e se o melhor seria simplesmente não matar estes animais.
"Quando me perguntam como posso justificar a matança de animais para o consumo de sua carne, minha resposta é a seguinte: o gado não teria nascido se não os tivéssemos criado com fins alimentícios. Devemos dar a eles uma vida boa e uma morte sem dor", afirmou Temple.

sábado, 31 de março de 2012

No Dia do Autismo, 2 de abril, ONU pede conscientização e inclusão


Monumentos de diversas cidades brasileiras serão iluminados de azul

Autismo (Foto: Divulgação)Monumentos serão iluminados de azul do Dia
Mundial da Conscientização do Autismo
(Foto: Divulgação)
O Brasil não tem estatística sobre o autismo, mas nos Estados Unidos e Europa já se fala sobre a maior epidemia do mundo, saltando de um caso a cada 2.500 pessoas na década de 1990, para o número assustador atual de uma pessoa com autismo a cada 120. Estimou-se em 2007 que no Brasil, país com uma população de cerca de 190 milhões de pessoas naquele ano, havia cerca de 1 milhão de casos de autismo, segundo o Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. No mundo, há mais de 35 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.

A fim de alertar o planeta para essa tão séria questão, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou em 2008 o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), no dia 2 de abril de cada ano. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a importância da inclusão social. “Lembremo-nos que cada um de nós pode assumir essa responsabilidade. Vamos nos unir às pessoas com autismo e suas família para uma maior sensibilização e compreensão”, disse ele na mensagem de 2010, mencionando ainda a complexidade do autismo, que precisa de muita pesquisa.

Vários países aderiram à campanha www.lightitupblue.org e grandes construções ao redor do mundo se iluminarão de azul como manifestação em favor dessa conscientização no dia 2 de abril, como o prédio Empire State, em Nova York, nos Estados Unidos. Este ano, repetindo o feito de 2011, monumentos de várias cidades brasileiras se iluminarão de azul para marcar a data junto com a realização de cursos, seminários, caminhadas e vários outros eventos que envolvem a comunidade no conhecimento e conscientização sobre a causa.

No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e consequentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área para termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.

Nosso objetivo maior é levar a informação a todos, porque sabemos há muitas famílias onde crianças e jovens dentro do espectro do autismo, permanecem sem diagnóstico e sem acompanhamento especializado, sendo tratados (quiçá maltratados) como pessoas "estranhas, esquisitas, mal educadas".

Queremos que uma campanha de esclarecimento ofereça a estes cidadãos que vivem apartados da sociedade a oportunidade de reconquistar sua dignidade.
O autismo é tratável! Com dedicação, paciência e as intervenções adequadas nossas crianças e jovens serão adultos incluídos, produtivos e respeitados, esta conscientização é necessária para que os pais busquem intervenção para suas crianças/jovens e para que os governantes se sintam compelidos a promover políticas públicas de saúde adequadas.
O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) – também conhecido como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro a raros casos com diversas habilidades mentais, com a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein.

A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor.

Além do dia 2, o mês de abril é considerado o mês da conscientização do autismo no mundo.
Veja na lista abaixo cidades onde haverá intervenções urbanas:

sábado, 17 de março de 2012

LIVRO EXPLICA OS SINAIS DO AUTISMO EM BEBÊS E CRIANÇAS

 

Depoimento de um pai sobre os sinais do autismo.



Priscila Spiandorello
Quero divulgar o lançamento do livro escrito pelo querido Paiva Júnior, cuja parte da renda será 100% revertida à Revista Autismo.
O lançamento “oficial” será em Atibaia, dia 30/março, sexta, 19h45, no auditório do Hospital Novo Atibaia , em Manaus-AM (26/mar) e em Volta Redonda-RJ (28/mar).

Incentivar o diagnóstico — ou ao menos a suspeita — de autismo. Essa é a intenção do livro Autismo — Não espere, aja logo! — Depoimento de um pai sobre os sinais de autismo, lançado neste mês (março) pela editora M.Books (132 páginas, R$ 39). O livro, de autoria do jornalista Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo e pai de um garoto com autismo, busca explicar sem nenhuma linguagem técnica os sintomas do autismo e destacar a importância de um dos únicos consensos a respeito do transtorno em todo o planeta: quanto antes se inicia o tratamento, melhores são as chances de se ter mais qualidade de vida e desenvolvimento de habilidades. O livro tem prefácio do neuropediatra José Salomão Schwartzman e contra-capa com texto do neurocientista Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia (EUA).
Mesmo que os pais não aceitem bem o diagnóstico ou ainda não tenham uma confirmação definitiva, fechada (até porque essa confirmação comumente vem depois dos 3, 5 ou até 6 anos de idade), o autor procura incentivar que iniciem o tratamento logo: “não esperem, ajam!”. “É preciso aproveitar essa grande ‘janela’ de desenvolvimento dos primeiros anos de vida”, explica o autor, com a autoridade de quem tem um filho de quase 5 anos, que está no espectro do autismo. Paiva é também pai de uma menina de quase 3 anos, porém, com desenvolvimento típico (“normal”).
O jornalista escreve como pai, por isso não há o uso excessivo de termos técnicos e jargões: “Não escrevo em ‘linguagem técnica de médico’, escrevo de forma que profissionais de educação e saúde, além de pais e parentes de autistas possam entender o autismo e, ao suspeitar de comportamentos autísticos em alguma criança possam sugerir que encaminhem-na para a avaliação de um especialista. “É um texto de leigo para leigo, de pai para pais”, explicou Paiva Junior, que faz questão de destacar que “o livro não habilita ninguém a diagnosticar autismo, papel que é dos médicos neurologistas, neuropediatras e psiquiatras da infância”.
CONTEÚDO EXTRA
Outro diferencial do livro são os links para conteúdo extra, com QR Codes (códigos de barras de duas dimensões que podem ser fotografados por telefones celulares para acessar conteúdo online) levando a extensões de capítulos, relatos de famílias, vídeos e material que será permanentemente atualizado.
Nesta primeira edição do livro, toda a arrecadação do autor será revertida para a Revista Autismo, um projeto sem fins lucrativos. Portanto, comprar o livro não apenas ajuda no diagnóstico precoce, mas também contribui para que a revista permaneça existindo.
No site http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br há mais informações e um conteúdo extra relacionado a vários capítulos, inclusive link para comprar o livro.
Livro: Autismo — Não espere, aja logo!, 132 páginas, R$ 39,00, editora M.Books, 2012.
Site: http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br
Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=33921

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Autismo pode ser detectado no cérebro aos seis meses de idade

Autismo pode ser detectado no cérebro aos seis meses de idade





Diagnóstico do autismo
As mudanças no desenvolvimento do cérebro que estão por trás do transtorno do espectro do autismo podem ser detectáveis em crianças a partir dos 6 meses de idade.
Enquanto os comportamentos básicos associados com o chamado autismo - comunicação social prejudicada e comportamentos repetitivos - tendem a ser identificados após o primeiro aniversário da criança, os cientistas encontraram diferenças claras nas vias de comunicação do cérebro aos seis meses de idade em crianças que receberam mais tarde um diagnóstico definitivo de autismo.
Risco de autismo
O Dr. Joe Piven e seus colegas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) estudaram o cérebro e o desenvolvimento do comportamento de 92 crianças.
Essas crianças tinham irmãos mais velhos com o espectro do autismo e, portanto, tinham risco elevado de desenvolver a condição.
"Esses resultados nos dão a esperança de que possamos um dia ser capazes de identificar as crianças com risco de autismo antes que os sintomas comportamentais apareçam," disse a Dra. Geri Dawson, coautora do estudo.
"O objetivo," acrescenta ela, "é intervir o mais cedo possível para prevenir ou reduzir o aparecimento de sintomas incapacitantes."
Uma área promissora para o prosseguimento das pesquisas é a identificação de mecanismos genéticos e biológicos específicos por trás das diferenças observadas no desenvolvimento do cérebro entre crianças autistas e não-autistas.
Massa branca
Os pesquisadores usaram uma tecnologia de ressonância magnética, chamada imagens de tensores de difusão, para avaliar os cérebros de crianças de 6 meses, 1 ano e 2 anos de idade.
Isto permitiu criar imagens tridimensionais que mostram alterações ao longo do tempo na "massa branca" de cada criança.
A massa branca representa a parte do cérebro que é particularmente rica em fibras nervosas que formam as vias principais de informação entre diferentes regiões cerebrais.
Ela é um marcador cerebral que difere em crianças que passam a ser classificados com autismo.
Essas diferenças de desenvolvimento podem sugerir um desenvolvimento mais lento da substância branca durante a primeira infância, quando o cérebro está criando e fortalecendo conexões vitais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Autistas têm problemas para unir escuta e fala

Capacidades envolvem funções distintas, que unimos com naturalidade.Quanto maior é o vocabulário, mais fácil fica essa relação.
Ouvir e falar são capacidades que envolvem funções distintas no cérebro. Quando participamos de uma conversa, usamos as duas simultaneamente.
A leitura também é um processo que exige integração entre as duas partes. Afinal, ainda que seja em voz baixa, a leitura nada mais é do que uma história que o leitor conta para si mesmo.
O que fazemos com naturalidade não é tão simples assim para todos. Nos casos de autismo em que a pessoa nem consegue conversar, a dificuldade reside exatamente em relacionar as duas habilidades. É o que explica Douglas Greer, da Universidade Columbia, em Nova York, nos EUA, especialista em análise de comportamento verbal, que veio ao Brasil para participar do congresso ESPCA Autismo.
Uma das habilidades que o especialista considera importantes para desenvolver a comunicação é a capacidade de nomear os objetos. É quando uma criança vê um cachorro e diz “cachorro”, ou aponta para o animal se algum adulto falar “olha o cachorro” ou algo parecido.

“Nomear resulta na expansão exponencial do vocabulário, ou mais especificamente, na junção das funções de ouvir e falar diante de estímulos observados”, afirma Greer, em um estudo de 2010, em coautoria com sua colega Jennifer Longano.
“As crianças precisam chegar ao estágio em que elas sabem palavras o suficiente para entender o que estão falando em torno delas”, avalia. Na língua inglesa, ele estima que uma criança precise saber entre 55 mil e 86 mil palavras para ter bom desempenho na escola.
Os especialistas têm isso em vista quando criam métodos para ensinar a linguagem para crianças que têm essa dificuldade.
“Há procedimentos que permitem o progresso das crianças. Algumas conseguem se beneficiar de todos eles, e algum deles vai servir para a criança, mas nem todas as crianças se beneficiam de todos os tratamentos”, avisa Greer.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Carinho é o melhor apoio para os autistas

Aceitação da família e acompanhamento em casa contribuem para que o desenvolvimento seja mais eficaz; veja histórias de mães que se orgulham dos pequenos gestos dos filhos, como abrir um zíper ou dizer “Eu te amo”.
Carol Ferreira
Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, elas não se intimidaram ao descobrir que eram mães de autistas. Foram as primeiras a identificar a síndrome nos filhos e procurar atendimento. Zelosas e carinhoras, trazem um brilho especial no olhar ao falar dos filhos.
“Eu não sei porque, mas eu sentia que ele era autista. Chegaram a falar que ele era surdo, mas eu sabia a verdade”, conta Maingrid Rozante Crepaldi, mãe de Bruno, de 7 anos.
Bruno já estudava na escola regular quando entrou na Escola do Autista “Professora Sophia Ottoni Guimarães do Amaral”. Maingrid conta que o menino não falava e em pouco tempo foi possível ver os resultados positivos.
Mas, o apoio e o estímulo em casa são tão grandes e eficazes quanto na escola. Maingrid procura acompanhar o filho em todas as atividades e conta do maior orgulho de sua vida. “Para mim foi lindo quando o Bruno me olhou e disse ‘Eu te amo’. Fiquei muito feliz”.
Stefanie Alves diz que também não se intimidou ao ouvir o diagnóstico do filho, Samuel, de 5 anos. A identificação também foi complicada e demorada. “Desde pequeno eu o levava no postinho, pedia fonoaudióloga, pedia encaminhamento, mas ninguém me ouvia”, lembra. A mãe conta que sabia desde o início que o filho era autista e insistiu até conseguir o atendimento correto e especializado.
Samuel ainda não está matriculado na escola regular porque não tem idade, mas frequenta e já responde bem aos exercícios da Escola do Autista.
Stefanie se envolveu tanto com a causa que ajuda na arrecadação de fundos para a escola e procura conversar e apoiar outras mães.
Ela se orgulha das pequenas atitudes do filho. “É trabalhoso, mas é muito gratificante. Se o Samuel abre um zíper ou aperta um botão eu já fico feliz”, informa.
Tanto Bruno como Samuel gostam muito de tecnologia para felicidade das mães, que elogiam a facilidade dos filhos com computadores e aparelhos de DVD’s.

Fonte: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=32850

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sincronia fraca entre neurônios pode ser a causa do autismo, diz estudo

Descoberta ainda precisa de mais pesquisas para ser confirmada.

Diagnóstico pode passar a ser feito a partir de um ano de idade.

 Um estudo feito com mapeamento de imagens do cérebro identificou um novo marcador para identificar o autismo, que pode se tornar uma forma de diagnosticar a síndrome mais cedo. A descoberta mostrou que o cérebro das crianças com autismo tem menos ligações entre os dois hemisférios.

Nos dois lados do cérebro, há áreas relacionadas à linguagem. A pesquisa associou a força da sincronização entre essas partes à capacidade de comunicação. Quanto mais fraca a ligação, maiores as dificuldades apresentadas pela criança.

O autismo é uma desordem que evolui com o tempo. Hoje, o diagnóstico é baseado apenas em observação comportamental e só pode ser feito após os três anos. Caso estudos futuros confirmem a recente descoberta, o diagnóstico já poderá ser feito a partir de um ano, com exames de ressonância magnética do cérebro. Naturalmente, a detecção precoce auxiliaria o tratamento.

“Num cérebro normal, neurônios de áreas separadas pertencentes a um sistema com uma função particular, como visão ou linguagem, ficam sempre em sincronia, mesmo durante o sono. Nosso estudo mostra que, na maioria dos bebês com autismo, essa sincronia é significativamente mais fraca nas áreas responsáveis pelas capacidades de linguagem e comunicação”, afirmou Ilan Dinstein, um dos autores da pesquisa.

Dinstein é pesquisador do Instituto Weiszman, de Rehovot, Israel, e faz parte também de um grupo de estudos sobre autismo da Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA. O artigo foi publicado pela revista médica “Neuron”.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/sincronia-fraca-entre-neuronios-pode-ser-causa-do-autismo-diz-estudo.html

domingo, 3 de abril de 2011

Conscientização do Autismo é comemorado com tristeza no DF

A ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 02 de Abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O evento mundial tem como objetivo dar mais atenção ao transtorno do espectro autista, que hoje é mais comum em crianças do que AIDS, diabete e câncer juntos. Estima-se que o Brasil tenha hoje em torno de 2 milhões de pessoas autistas. Vários pontos turísticos do mundo estarão iluminados de azul (cor definida para o autismo) no dia 02 de abril.

Em 2011, a CLDF – Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o Projeto de Lei 1.195-2009 – Lei do Autismo do DF, que institui a Política Distrital Integrada de Atendimento à Pessoa Autista, porém o mesmo foi vetado na integra pelo atual Governador do DF.

Este Projeto de Lei inclui o Autista como pessoa com deficiência, podendo assim beneficiar-se dos mesmos direitos das demais pessoas com deficiência, bem como dá outras providências nas áreas de educação, saúde, definindo assim as diretrizes para uma política de Atenção Integral voltada para o diagnóstico precoce e para o tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo. Em outros estados como Bahia e Paraíba, e cidades como o Rio de Janeiro, lei semelhante a esta já foi aprovada e é realidade para os Autistas e suas famílias.

Entre as celebrações do Dia Mundial de Conscientização do Autismo diversos espaços e monumentos como o Senado Federal e o Cristo Redentor serão iluminados com a cor azul, mas no Distrito Federal, o Governador Agnelo apaga a esperança de pais e pessoas com autismo, ansiosas de políticas que garantam um atendimento adequado ao vetar a Lei do Autismo no DF.

 Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=18960

terça-feira, 18 de maio de 2010

Avape faz parceria com USP para estudo do autismo


Reunir profissionais da área de saúde para validar escalas que auxiliem no diagnóstico do autismo e aprimorem a prática clínica. Foi com esse objetivo que no final de 2006 o Grupo de Saúde Mental da Avape,  firmou uma parceria com o Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da USP - Universidade de São Paulo.

"A principal ideia do grupo era estudar o autismo, um dos transtornos mais difíceis de serem diagnosticados, devido à inexistência de marcadores biológicos e à frequente combinação com outros diagnósticos, tanto a parte teórica como na prática, uma vez que as Unidades Clínicas da Avape atendem uma grande demanda nesta área", destaca Claudio Gomes, médico assessor clínico da Avape.

Inicialmente o grupo de estudo foi formado por assessores clínicos e um profissional de cada setor (Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Psicopedagogia) da Unidade Clínica da Avape em São Bernardo do Campo, além de um representante de cada região (Zona Leste, Taubaté) que a Associação atua. Hoje, representando a AVAPE, participam Dr. Marcio Falcão, Dr. Cláudio Gomes, Julianna Di Matteo, Roseli Paicheco, Simone Cuccolichio e Viviane Landis. Pela USP participam o Dr. Francisco Assumpção e a psicóloga Carolina Padovani.

Resultados

Atualmente o grupo comemora a conquista de positivos resultados no meio acadêmico, com quatro artigos publicados em revista científica, devido validação de três escalas que auxiliam no diagnóstico e tratamento, além de apresentações em Jornadas Científicas, em forma de pôster e em palestras, tanto pela equipe técnica da Avape como pelo Dr. Francisco Asumpção.

Para a população com autismo o principal benefício desta parceria é obter um diagnóstico correto e precoce na medida em que se ampliam as possibilidades de aplicação de testes e inventários, além de um melhor direcionamento para o tratamento e prognóstico. Aos profissionais envolvidos com a questão da pessoa com autismo a problemática do grupo contribui com a divulgação, pois o maior acesso às informações colabora com o aperfeiçoamento e conhecimento de instrumentais de avaliação, bem como de diretrizes para o tratamento.

Cartilha
Um dos resultados provenientes da parceria entre a Avape e a USP é uma cartilha para auxiliar pais e cuidadores no diagnóstico e entendimento do Autismo. Intitulada "O capitão Avape contra o fantasma do autismo", o manual expõe as principais características de diagnóstico do transtorno que podem ser observadas pelos pais e cuidadores desde a primeira infância. "A história aborda o que é o autismo e como diagnosticá-lo precocemente", explica o médico assessor clínico da Associação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Projeto pode colocar o Brasil na vanguarda da luta contra o autismo



Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil



BRASÍLIA – Um projeto de lei prestes a tramitar no Senado poderá colocar o Brasil na vanguarda da luta contra o autismo. O texto, elaborado por diversas entidades ligadas à causa, prevê a criação do Sistema Nacional Integrado de Atendimento à Pessoa Autista. Se aprovada, a legislação será uma das primeiras no mundo a priorizar o autismo como caso de saúde pública em nível nacional, incluindo a capacitação de profissionais de saúde, a criação de centros de atendimento especializado e a inclusão do autista no hall daspessoas portadoras de deficiência, além de criar um cadastro nacional. No Brasil não há dados oficiais sobre a quantidade de portadores da síndrome, considerada epidêmica nos EUA.

Um acordo feito no âmbito da Comissão de Direitos Humanos do Senado garante a relatoria ao senador Paulo Paim (PT-RS), que, de antemão, já garantiu parecer favorável à aprovação do texto.

– A abordagem será suprapartidária e espero que o projeto tramite já este mês – diz Paim.

Drama

O drama pelo qual passam os pais de autistas, na maioria das vezes sem diagnóstico precoce e tratamento adequado para seus filhos, não é uma exclusividade brasileira. Recentes descobertas de um grupo de médicos e bioquímicos americanos, todos eles pais de autistas, têm causado polêmica e espantado uma parte da comunidade científica mais tradicional, a partir de evidências de que, ao contrário do que se pensava, o autismo não seria um mero transtorno mental, mas resultado de uma grave intoxicação, seja pela ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos, ou mesmo por substâncias químicas, incluindo metais pesados, que podem entrar no organismo das crianças por meio de diversos fatores, incluindo pelo uso de determinados medicamentos.
A nova abordagem a respeito do autismo assombra a indústria farmacêutica e divide a opinião de profissionais de saúde.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Atividades marcam o Dia Mundial do Autismo hoje em João Pessoa

02 de abril de 2010

A Associação de Pais, Amigos e Simpatizantes do Autista fará panfletagem e outras ações na Praia de Tambaú, para conscientizar a população



Cleane Costa

Repórter

Nesta sexta-feira (2) se comemora o Dia Mundial do Autismo, cujo objetivo é esclarecer o significado desta palavra e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce. Na Paraíba, a data será lembrada pela Associação de Pais, Amigos e Simpatizantes do Autista - Asas, com uma panfletagem no Busto de Tamandaré, em Tambaú, das 17h às 19h, para orientar a população sobre como identificar um autista.

Este é o segundo ano que a Paraíba comemora a data com uma atividade nas ruas. No ano passado, foi feita uma mobilização na Praça João Pessoa, em frente à Assembleia Legislativa, que será novamente realizada este ano no próximo dia 7, a partir das 10h, tendo em vista que a data comemorativa caiu no período da Semana Santa - Sexta-feira da Paixão. Por conta disso, a Asas também programou ações nas escolas ao longo da semana seguinte à Semana Santa.
O autismo é uma síndrome caracterizada por uma gama de distúrbios que afetam três áreas do desenvolvimento da pessoa: a comunicação, a socialização e o foco de interesses, mostrando comprometimento em graus variados, fazendo parte, portanto, dos chamados Transtornos Globais do Desenvolvimento que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde - OMS, afetam pelo menos uma em cada 160 pessoas.

terça-feira, 30 de março de 2010

Autismo: Centros de Atendimento no Brasil

Aproveitando o Dia Internacional da Consciência sobre o Autismo, logo abaixo temos os endereços de Cerntros de Atendimentos a pessoa com autismo em todo o Brasil:




AUTISMO


CENTROS DE ATENDIMENTO


AMAZONAS



AMA

Rua 2 - Bloco 9 - apto A Conj. Icaparaíba

69057-560

fone: (092) 236-3494

Manaus - AM


BAHIA



ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DISTÚRBIO DO COMPORTAMENTO - EVOLUÇÃO - INESP/BA

Av. Jorge Amado, 500

Imbiú 41720-040

fone: (071) 231-1502/ 371-9203

Salvador - BA

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dia Mundial da Consciência do Autismo




Na noite de 1º de abril, o prédio Empire State em NY estará aceso com luzes azuis, em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de abril.


Estão repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estarão acendendo luzes azuis.

Coisas que você pode fazer para ajudar na conscientização do autismo:

1 - Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porque de você estar vestindo;

2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos;

3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It Up Blue na assinatura durante todo o mês de abril;
4- No dia 2 de abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho para vestirem também, tirar fotos e repassá-las. Publicar em flickr, orkut, twitter, facebook;

5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, de preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê;

6- Avisar aos responsáveis de igrejas, congregações para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc.
Existem várias maneiras de participar. Divulgue e ajude essa causa tão importante.



 Fonte: www.ama.org.br

domingo, 28 de março de 2010